22/03/2013

João Castro Silva - Escultura é matéria....



Ausência
Escultura é matéria, real, tridimensional, espacial, visível, palpável, inexcedível, existencial. Escultura é conceito e objecto, entendimento e concretude. É da relação entre esses dois factores que a obra surge, talvez possamos falar de pensamento escultórico, como vocacionado para a concretização, real, de ideias. Escultura é o que nasce da relação entre o Homem e a Matéria. A matéria é o que fica, para lá dos conceitos e dos mecanismos de criação que estão por detrás da realização de uma obra de escultura.
Uma das coisas que me levou a escolher esta área foi sem dúvida a atracção pela matéria, pela tecnologia, pela mecânica, pela ferramenta. Uma essência quase que encantatórias, de dar sentido material às coisas que o são, por ainda não poderem ser nomeadas, torná-las palpáveis, quentes.
Desenvolvi variados tipos de trabalhos, iniciando o meu percurso pelas explorações formais, tentando sempre “domar” as matérias que utilizava levando-as aos seus limites, tentando ultrapassar a visibilidade do peso, enganar a física criando a ilusão de leveza, tentando encontrar o equilíbrio precário que está entre a verticalidade e a queda, a noção de movimento.
A escolha que faço da matéria a trabalhar prende-se com a exaltação dos valores intrínsecos que o material encerra, mas acima dessa matéria está a minha vontade e a forma que para ela pensei. O respeito que tenho pelos materiais que trabalho nunca me deixou extasiado pelo seu lado decorativo. Qualquer tipo de madeira, por muito bonita que seja, nunca será mais interessante que a forma que dela tirei.
João Castro Silva

21/03/2013

Lea Managil


 
Transcrições I, 2011
Vídeo/Performance
Duração 00.01.28
HD 1920x1080p
Transcrições I surge na sequência de uma recolha sonora. Consiste num núcleo de gravações sonoras de ped­intes a proferirem repetitivamente as suas súplicas.
Dessas mesmas gravações foi feita uma transcrição/interpretação da linguagem falada para uma musical, rit­mada, tendo em conta a prosódia da língua portuguesa.
A peça foi posteriormente interpretada
 
 
Lea Managil nasceu em 1991, em Lisboa. Estuda na Faculdade Belas Artes de Lisboa e na Escola de Música do Conservatório Nacional. O seu trabalho explora a relação híbrida da música com diferentes linguagens, passando também pela instalação, a experimentação sonora e a pintura.
 Exposições/Projetos Coletivos
 Junho de 2011 - AAA, Abertura dos Ateliers Abertos, Associação Castelo D’If, Faculdade de Belas Artes de Lisboa
Outubro de 2011 - G.A.B-A Galerias Abertas das Belas Artes, Lisboa
Março de 2012 - 96 Horas, Exposição colectiva, Lisboa
- G.A.B-A, Galerias Abertas das Belas Artes, Lisboa
Outubro de 2012 - AAA, Abertura dos Ateliers Abertos, Associação Castelo D’If, Faculdade de Belas-Artes de Lisboa
Novembro de 2012 - Venus <3 Adonis, de André Godinho e Paula Garcia, Centro Cultural de Belém, Lisboa
Novembro de 2012 - Pré-Reforma, Faculdade Belas Artes de Lisboa

20/03/2013

Gina Martins


Gina Martins
O seu trabalho incide sobre a prática do Desenho, Pintura e Gravura. No desenho a artista procura explorar a utilização da linha enquanto elemento estrutural de toda a composição. A linha é trabalhada como se de uma ponta-seca ou água-forte se tratasse, transportando o espectador para o vasto universo da gravura. A ligação do desenho e da gravura é transversal a todo o trabalho da artista, que procura estabelecer paralelos entre ambas as práticas artísticas. Na gravura, encontramos composições centradas na questão do mundo natural, nas formas e motivos naturalistas, caracterizadas por fortes contrastes, jogos entre cheios e vazios, que resultam em múltiplas orientações quer estéticas como iconográficas.




Nasceu em Coimbra em 1984.

Actualmente encontra-se a trabalhar em atelier próprio na zona de São Bento - Lisboa. Paralelamente lecciona as aulas de Artes Plásticas no Liceu Francês e na Escola de Belas Artes Pedro Serrenho em Lisboa, no Atelier de Pintura de Corroios e no seu atelier - Atelier de São Bento - artes visuais e gráficas. Mestrado e Licenciatura em Pintura, com especialização nas áreas da gravura e cerâmica, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Expõe regularmente Pintura, Desenho e Gravura, tendo já obtido, alguns prémios e menções honrosas.

19/03/2013

Frederico Mesquita


Frederico Mesquita nasceu em 1991, em Lisboa. Atualmente frequenta o quarto ano do curso de Pintura pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa. O seu trabalho no âmbito das artes plásticas aborda as questões da autoria num jogo de verdadeiro e falso. Usa muitas vezes identidades alheias, reais ou fictícias, fazendo-se passar por elas.
As suas peças são sobretudo auto-referenciais, numa tarefa de constante auto-análise que procura a justificação para o seu próprio trabalho.
Sobre a peça a apresentar no ISEG a partir de 22 de março:
A peça em exposição simula, a propósito do título “Encontros, próximos” uma carta que a curadora Anabela Mota enviara a Frederico Mesquita, a propósito do convite que lhe fizera para participar na exposição. A carta, na qual a curadora pede ao autor que faça justiça ao título da exposição, acaba ela-própria por ser a forma de aceder ao pedido.

Título: Encontros, próximos: Carta da Curadora

18/03/2013

Joana Rainha

Joana Rainha, “Que as coisas sejam realmente o que parecem ser”, 2013
 
 

Eu nasci da minha mãe. E pouco mais há que saber.
O meu trabalho é maioritariamente auto-refectivo e por vezes assume a posição de experiência.
Pretende provar a sua razão. Nos últimos meses tenho vindo a desenvolver pequenos
projetos cuja referência comum é o dinheiro, como objecto e como culto, como impulsor de mercadoria.
A pintura, nalguns casos, surge como base e não como objecto-pintura.
A minha relação com a pintura só a mim me diz respeito; aquilo que eu mostro diz respeito a toda a gente.

17/03/2013

Inês Mesquita


Passagem

série de 6 gravuras

água-tinta sobre papel, várias dimensões

 

passagem

o caminho é sempre igual.

e a cada instante de dissipa.

na paisagem, o luminoso apelo. sereno.

torna próximo o meu olhar.
 
Inês Mesquita
Coimbra, 1980. Licenciada em Piano pela Escola Superior de Música de Lisboa, aperfeiçoou os seus conhecimentos com o pianista Lazar Berman na Accademia Europea di Música em Milão, como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. Durante esse período obteve diversos prémios, de entre os quais se destaca o primeiro lugar na 17.ª edição do Prémio Jovens Músicos, que a levou a apresentar-se como solista com a Orquestra Gulbenkian. Ao longo do seu percurso artístico actuou em diversos palcos nacionais e internacionais, e efectuou digressões que a levaram a Nova Iorque, Washington, Madrid, Índia, Itália, Indonésia, Bélgica e Áustria. Frequenta o último ano da Licenciatura em Desenho na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
Em 2012 participou na exposição colectiva 12x12 na Galeria Travessa em Lisboa.

16/03/2013

Filipa Camacho


Fotografia

Na minha terra a gente tem medo do escuro e do que os outros pensam.
Do quanto os outro vão crescendo e atenuam na terra
Do quanto alguns ficam, em preto, quase pó
De mascara preta.

 

Transformam-se numa linha,
A linha que percorrem no seu dia-a-dia.
A linha que tanto são fiéis que não desencontram, que não excluem.
Uns existem, outros apenas passam.
Outros estão sem vontade de ser.

 

Preto.
É o limitado e o pequeno espaço desse mesmo sítio, em paralelo com a sua intemporalidade e marcas que deixa num local.
O preto do luto, o preto do tempo nulo e não recuperado, do tempo morto à escuridão.

15/03/2013

Filipa Flores


Phase Transition, gravura

Is that a phase transition
I am experiencing ?
Photons entering my mind
While watching this candle burning
I wish I could fly high
O'er that heavy dimension
In a non-controlled conscious trip
Feeling the waves
Free from particles

             Osvflyd Green

  

Filipa Flores

Lisboa, 1963. Frequenta a licenciatura de Pintura da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (2013). Curso Oficinas Livres de Interpretação Teatral na Companhia de Teatro Os Satyrus, Curitiba, Brasil, seguido da Certificação Profissional na Categoria de Atriz (2000-03). Curso de Decoração e Restauro de Mobiliário da Fundação Ricardo Espírito Santo e Silva de Lisboa (1983-86). Trabalhou como Restauradora de Lacas Chinesas no Atelier Estoril Restauro (1984-87). Exposições Colectivas: 12X12, Galeria Travessa (2012). G.A.B.A. na FBAUL (Abril e Outubro 2012). ARTELAB Next Vision-Tapeçaria Contemporânea no Museu de Lanifícios da Universidade da Beira Interior (2012). ArteLab Futuro- Tapeçaria Contemporânea no Museu da Tapeçaria de Portalegre Guy Fino (2011).

14/03/2013

Mariana Selva

 
 
Instalação
“esquecido: o corpo e a razão do corpo, o seu mover e o seu esperar. abandonado ou adiado, despido de tempo e de memória num secreto repouso de água na pedra. quase silencioso, quase subterrâneo. corpo suspenso, corpo preso por cordas cortadas. fundeado em dias sem horas. à espera duma razão, fugindo duma razão. corpo construído. sucessivo corpo. barco, veleiro, navio. corpo ilha. corpo corrente. atravessado, trespassado, guardado. 
oh! caligrafia dos amantes, sílaba longa dos loucos. túmulo e altar. pira de sacrifícios e de graças, lugar do tudo e do nada, do cheio e do vazio.”
O corpo, exercícios de esquecimento ( poesia de gil t. sousa )
 
Chamo-me Mariana Selva, nasci a 7/3/79 e sou natural de São Paio de Oleiros.  Vivi em 1 ano em Lamego como militar, 2 anos no Porto, 6 anos em Braga onde completei a Licenciatura em Psicologia Clínica (2005)e passei 1 ano inteiro a viajar pelo mundo, em especial pela Europa, vivi 2 meses em Londres e 3 meses na Irlanda.             
Licenciatura de Artes Plásticas, Pintura e Intermédia, Instituto Politécnico de Tomar (2007-2010). Estágio em Marselha, ESBAM, de 5 meses (Fevereiro a Junho 2011). Actualmente resido em Lisboa, e concluí o primeiro ano do Mestrado de Pintura, na FBAUL.
 

13/03/2013

Encontros, proximos

«Encontros, próximos» é o título de mais uma exposição que vai inaugurar no dia 22 de março nas instalações do Instituto de Economia e Gestão no âmbito da parceria entre a FBAUL e o ISEG.
Oito artistas, jovens na idade e na exposição pública, mas com uma já longa experiência de pensamento e produção artística, expõem as suas mais recentes obras, coordenados por Anabela Mota: Joana Rainha, Mariana Sela, Filipa Flores, Inês Mesquita, Frederico Mesquita, Filipa Camacho, Lea Managil e Gina Martins.