28/04/2012

Andreia César



Aspectos do trabalho de Andreia César na exposição «É Estranho»

Pode ser visto o trabalho mais recente de ANDREIA CÉSAR na exposição colectiva que presentemente se encontra no ISEG, Instituto Superior de Economia e Gestão, rua do Quelhas nº 6, Lisboa, com o titulo «É Estranho».
ANDREIA CÉSAR assenta sobretudo o seu processo criativo na consciencialização da «paisagem ... como a captação da sensação de tudo e do todo universal, sensação de universo e de infinito, da energia inerente a todos seus elementos e que os une – atmosfera, vales, montanhas, rios, árvores, pedras – ao que nada melhor poderemos chamar para além de vida.
Em pintura trata-se da revelação de uma contenda entre forças, linhas, manchas, ritmos, contrastes, numa atmosfera crepuscular ressonante, onde é pretendido o espaço de reflexão / conexão com o mundo natural, com a interioridade e com o divino». (Andreia César, 2012)

27/04/2012

Eduardo Fonseca



Eduardo Fonseca na inaugração da exposição «É Estranho»

Pode ser visto o trabalho mais recente de EDUARDO FONSECA na exposição colectiva que presentemente se encontra no ISEG, Instituto Superior de Economia e Gestão, rua do Quelhas nº 6, Lisboa, com o titulo «É Estranho».
EDUARDO FONSECA assenta o seu processo criativo naquilo que  «SITUAÇÕES INUSITADAS» contêm de surpreendente:
«Em um determinado momento, quando o artista chega ao velho continente, mais especificamente em Lisboa para viver, ele depara-se com situações diferentes do seu quotidiano. São lugares, objectos e pessoas que compõem um cenário repleto de pormenores que ilustram uma nova maneira de enxergar as situações à volta. Outrora eram situações como estas que interessavam e consolidavam os trabalhos transbordados de expressões, de personagens e de cores. Muitas cores. Porém, quando se chega a um local desconhecido as situações são perceptíveis e relacionadas mais facilmente com o repertório acumulado, mas as figuras começam a revelar-se, cada uma mais peculiar que a outra.
A partir dessa observação, atenta aos pormenores, espetaculariza-se um quotidiano banal e transformam-se figuras simples que passam despercebidas aos olhos de grande parte das pessoas comuns, em personagens principais. Uma homenagem? Uma crítica? Um simples retrato? Cabe a cada observador sugerir seu ponto de vista» (Eduardo Fonseca, 2012.)

26/04/2012

Carolina Quirino




Aspectos da montagem do «Splash» de Carolina Quirino

Pode ser visto o trabalho mais recente de CAROLINA QUIRINO na exposição colectiva que presentemente se encontra no ISEG, Instituto Superior de Economia e Gestão, rua do Quelhas nº 6, Lisboa, com o titulo «É Estranho»
Conforme  CAROLINA QUIRINO o seu processo de trabalho reside no «... Vestígio, mancha, silhueta, presença ou ausência, positivo ou negativo. Ilusão, mistério, simulacro. A Sombra como significado poético, fundindo o mundo real e o universo da imaginação. Os elementos plásticos são enigmáticos, misteriosos, ambíguos; são novas realidades autónomas, passíveis de diferentes interpretações, que lembram sombras e apresentam um menor ou maior desfasamento visual com os referentes.
Pretende-se apelar à polissemia, induzida pela influência do automatismo e do gestualismo, articulando dois dos pólos da representação da sombra: o vestígio e o enigma. Vestígio como indício, marca ou silhueta, e enigma como coisa ambígua ou metafórica.» Carolina Quirino, Abril 2012.

22/04/2012

É Estranho - inauguração dia 27 de abril


ISEG - Instituto Superior de Economia e Gestão
Inauguração: dia 27 de Abril de 2012, às 21 horas.
Horário: de 4ª a 6ª das 9h às 21h e sábado das 9h às 14h.
Morada: Rua do Quelhas, 6 - 1200-781 Lisboa.
Telefone: +351213925800.

21/04/2012

É Estranho - ISEG - Inauguração: 27 abril, 21h

É ESTRANHO

I
São estranhos os encontros não esperados,
Estranho será TUDO o que não se conhece,
NADA é importante, mas TUDO é muito importante,
Cada DECISÃO por si não pesa, um milhão de DECISÕES pesam muito.
Cada obra é um mundo em precedência.
Aparentemente tudo se sabe: diversidade de matérias, diversidade de pontos de vista, diversidade de histórias… mas depois já NADA será igual porque se inicia um percurso solitário através das sensações absorvidas que são inevitavelmente inquietantes e actuantes.
E se tal não acontecer… não aconteceram.
E é esse desconhecimento inquietante que reconstruirá os objectos que delimitam a humanidade e mapeiam o mundo de cada um de nós.

II
Apesar de conhecer pessoalmente todos os nomes aqui presentes e de em alguns casos participar na cumplicidade do seu processo criativo e saber que cada um possui a sua verdade estruturante, o inquietante é desconhecer o que acontecerá depois.
O conjunto de trabalhos reunidos nesta exposição, intitulada «é estranho», resulta da continuação do trabalho de parceria entre o Instituto Superior de Economia e Gestão e a Faculdade de Belas Artes.
Os factores que nos conduziram à selecção dos projectos expostos, diversos nos modos e nos processos individuais, resultam do entendimento da «coisa» artística sob um ponto de vista cultural e não apenas formal, da clara percepção da importância da dúvida na formulação de interrogações e na obtenção de respostas, da clara observância de que as formas em vez de serem vistas como um resultado da causa são sobretudo consequentes, e do pensamento sobre a constante, e por vezes absurda, necessidade de inventar novos modos de transformar a matéria.
A necessidade antecede a explicação.

III
A uni-los, talvez apenas esteja o meu olhar:
Em Anabela Mota impressionou-me a poética dos lugares e da luz,
Em Andreia César, a persistência expressiva dos papéis pintados de negros, cruzando horizontais com verticais, com sucessivas sobreposições e ocultações que desvendam paisagens impossíveis,
Em Carolina Quirino, uma linha que define formas contrastantes, umas após outras, num jogo onírico de possibilidades infinitas,
Em Eduardo Fonseca impressionou-me a simplicidade foto-pictural, a lógica dos momentos parados no tempo e a construção da pintura de acordo com os princípios do desenho,
Em Ivo Rodrigues, a matéria transformada pelo fogo e a reconstituição e multiplicação dos fragmentos de um rosto desconhecido.
Em Joanne Hovencamp, a pedra transfigurada em homem, em corpo, arquitectónica, como suporte perene do pensamento,
Em João Maciel, a acção e intervenção através da reflexão entre exterior e interior, recolectando, transformando e (re)presentando verdades,
Em Roberto Caló, uma volumetria dada pela luz que ilumina expressões e anatomias desconfortantes,
Em Sara Morais, registos de sugestivos corpos sãos, saudáveis, fortes e belos, mas fragmentados no tempo e no espaço.

IV
O mundo não é plano, ao contrário do que se pode pensar.
É óbvia a facilidade da comunicação através das grandes redes de sistemas que hoje dominam e nivelam o mundo. As distâncias são mais fáceis e curtas. As diferenças culturais esbatem-se, perigosamente!
Porque nem o mundo, nem muito menos a arte, são bidimensionais. Essa bidimensionalidade apregoada há muito como um paraíso global, conduziu a arte por modelos universalmente centralizados e tendencialmente provocadores de um pensamento desumanizado, porque está focalizado numa espécie de fast art como solução ideal.
Mas é a multidiversidade de processos e a legitimidade de cada um deles, que garantem a liberdade de construir e de existir e consequentemente o factor humano ao nosso tempo.
Assim, este conjunto de obras é apenas uma pequena parte do tesouro colectivo multidiverso, construído por qualquer estranha necessidade que antecede qualquer explicação.



Ilídio Salteiro, Abril de 2012




ISEG - Instituto Superior de Economia e Gestão
Inauguração: dia 27 de Abril de 2012, às 21 horas.
Horário: de 4ª a 6ª das 9h às 21h e sábado das 9h às 14h
Morada: Rua do Quelhas, 6 - 1200-781 Lisboa
Telefone: +351213925800

19/04/2012

O Art < 30 de Barcelona, é dirigido a artistas das escolas de belas-artes de Espanha+Lisboa+Bordéus.
Enviem um portfolio com 10 imagens até 10 de maio, para espanha. Se for selecionado como finalista a organização paga imediatamente 500 euros de ajuda à produção e transportes. Os artistas escolhidos e os seus 5 trabalhos selecionados, que constaram do portfolio, estarão presentes em exposição em Barcelona e em outros locais. Também se garante que haverá aquisições por empresas.
É uma boa proposta! Poderão apresentar portfolios consistentes, coerentes, e actuais, podendo ser um dos 10 selecionados, para um total de 100 concorrentes, em média.
Ver o regulamento detalhado aqui.

05/03/2012

GAB-A

A GAB-A, Galerias Abertas de Belas-Artes, é uma iniciativa da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa que acontece nos dias 24 e 25 de Março de 2012, entre as 14 e as 21 horas.
Esta faculdade de Belas-Artes é uma instituição centenária, sediada na Baixa-Chiado em Lisboa, na qual diariamente se pensa o processo criativo e se produz matéria artística por aqueles que irão ser alguns dos protagonistas do mundo da arte num futuro muito próximo.
A abertura da faculdade ao exterior é um desejo de todos e demonstra uma disponibilidade para o diálogo com quem nos visitar. Não se trata de uma exposição! Apenas se trata da abertura dos espaços de trabalho, em pleno funcionamento, e povoados com a matéria artística já produzida ou mesmo em fase de produção.
É um momento para se ver e mostrar tanto as oficinas / laboratórios, como os trabalhos e experiências que nelas se estão a desenvolver, de acordo com os planos de estudos e objectivos de cada aluno. Os trabalhos, feitos nas mais diversas tecnologias e com as mais diversas estratégias e metodologias, encontram-se estruturados pelas áreas do Desenho, da Escultura, da Pintura, da Multimédia e do Design.
Para a participação nesta iniciativa é necessário apenas estar presente, divulgar ou dialogar.