24/04/2011

Art & Artist

The confusion between art and artist is very common. Who makes art is artist! But is this so simple?
If we ask what art is, we must ask what an artist is!
The confusion is higher when someone defines the Great Artists. Who are these great artists?
The site artfact.net shows the position of two hundred eighty-six thousand and twenty-five artists. In the first position is Andy Warhol, in the ninety-ninth position is Richard Long and Loris Gréaud, (Palais de Tokyo, 2008 and Biennale de Veneza, 2011) takes the position one thousand four hundred and fifty-three. Are these the Great Artists? And the others? Are they Great Artist too? When I will finish writing these notes many dozens of Great Artists were born.
The confusion between art and artist results of the confusion between an objective and an adjective.
The objective is the substance that constitutes the essential in building the human values, whatever form that man can however acquire in the logic of Darwin's evolutionary framework.
The adjective is just a degree qualification, which is often applied in a pejorative way to accept what in fact has not been learned yet. The value of this adjective undulates, oscillates or fluctuates in accord with each of us, can not be deliberated by anyone.
When we only see the adjective, we see the artist higher than art. This confusion is not right and can be danger! If persists, will persist also the faith or the belief in dehumanization or the individual against the collective.
Recently were wroten critic words about the work that Susan Philipsz presented in Tate Gallery and that make her the winner of the Turner Prize 2010: It’s not art! It’s music! But nobody critiqued Susan Philipsz like musician. Everybody see her like an Artist that makes something: this something will be art. This is true? I am afraid is not!
So, it is urgent the construction of silos of humanity because we will need their food. Without the food of these silos we will be slaves in the future!

22/04/2011

Manifesto de Istambul, Leonel Moura 2011

The Istanbul ManifestoMarcel Duchamp’s idea was to make art with the already made.

Our idea is to make art that makes art.Manufacturing is obsolete.

Manual skill leads only to a senseless waste of time. The human artist is not a maker, but a creator. Art is a mind extension, a prosthetic, a machine that just waits to be triggered. The role of the artist is to push the ON button, giving rise to an autonomous product.

Art is fundamentally biological and evolutionary. Art is everywhere. Each life form generates a particular kind of art that spreads from simple patterns to complex symbolic communication. Organisms use chemicals, odors, touch, sounds and vision to produce art. Termites build mud structures; birds make colorful installations; whales sing. Humans assemble machines. These machines produce new designs, elaborate forms and compose images. They play music, dance and perform. Soon they will engender astonishing ideas and have futuristic visions. How can a human artist keep on making drawings, paintings or sculptures with his own hands? How can anyone still believe that art is an exclusive human feature?

A new kind of art is emerging out of proto-artificial life forms. These new artificial organisms are biological in essence. Some have tissues, some mechanical parts and others a combination of both. They think and create. Soon they will reproduce and evolve without human intervention. They will be entirely autonomous. The role of the human artist is to give birth, to activate, to let it go, to lose control. We can make the artists that make the art.

Isn’t it a marvelous sensation to see a machine creating a painting on its own? To show, before our eyes, a competence that our ancestors thought to be exclusively human? Isn’t such a painting the most amazing art work since the first cave etchings? Isn’t it the superb output of a freshly arrived intelligence on earth?

Art is everywhere. Natural life do it. Artificial life do it too. Art is beyond humankind . How can we be insensitive to this extraordinary proliferation of creativity? Why be fearful of what adds, doesn’t subtract? How not embrace enthusiastically this non zero sum game?

Human artists are part, not the whole. Human artists can make a difference by exploring the full extension of creativity. The great artist of tomorrow will not be human.


Leonel Moura

Henrique Garcia Pereira

Ken Rinaldo (04.11)

April 7th 2011, Istanbul, Galata Perform

Random postscripts (LM)

1. What changes in the observer’s perspective when it is observed by a non-human entity?[not to do with Quantum Theory (the observer changes and integrates what’s observed); and, radically not, any supernatural fantasy] [04.15]

2. Descriptions of non-human intelligent forms are subject to an inevitable anthropomorphism. We still call Queen to the reproductive module of an ant colony. But this kind of reductionism will not be possible if the entity to observe is in fact and notoriously the one that is observing us. [04.15]

3. Some of our strongest fears of generating a very intelligent artificial life form stems from this displacement of the centrality of observation that would occur. Like is the case of coming across with a very advanced extraterrestrial life. [04.15]


[to sign the manifesto or for commentaires send an email to arte (x) leonelmoura.com

21/04/2011

CSO 2011 – Silos de Humanidade.

Este foi o bonito título data à comunicação de Isabelle Cattucci da Silva para apresentar o trabalho de arte pública, intervenção e de educação artística de Joaquim Henrique de Aragão, um criador que trabalha muito perto dos seus, reflectindo e partilhando o sentir da comunidade de Iboporã (terra bonita). A simplicidade e a verdade da obra, a qualidade da comunicação e a abrangência do título confirmaram o que todos sabemos mas que frequentemente nos querem fazer esquecer: cada um de nós é o centro do mundo, um silo de humanidade ou ainda uma reserva de muitos alimentos para a alma. Obrigado Isabelle.

20/04/2011

CSO 2011 – Ciência

Em alguns debates deste congresso a questão da ciência e da arte foi aventada.

A Faculdade de Belas Artes pertence à Universidade de Lisboa (UL) que está organizada em cinco áreas. Quatro áreas do ramo das Ciências (Ciências da Saúde, Ciências e Tecnologia, Ciências Jurídicas e Económicas e Ciências Sociais) e Artes e Humanidades. Por isto a FBAUL faz parte da área Artes e Humanidades.

Sendo isto um facto do foro meramente orgânico, que aparentemente não causa nenhuma perturbação, na prática coloca as artes como sua consequência, quando na verdade são elas o elemento essencial gerador de humanidade. Sem arte a humanidade não é verificável.

Mas as Artes encontram-se no local errado tanto quando estão na prateleira das Humanidades como na das Ciências.

As Artes são uma área independente que encontra no homem a ferramenta de trabalho capaz de encher “silos” (ler o próximo post) com o alimento de que é feito o conhecimento cientifico ou humanistico.

Compreendemos sim as Artes, Ciências e Humanidades com três áreas de conhecimento distintas mas convergentes num único objectivo: as inquietações e o homem.

19/04/2011

CSO 2011 – Associativismos

Por vezes quando criadores falam de obras de outros criadores é natural que sobressaia o espírito do associativismo como uma solução capaz de dar resolução aos problemas concretos da profissão tais como assistência social, divulgação de acções, capacidade de ser parceiro social, assuntos fiscais, consultadoria estética, formação, etc… Estamos a falar de aspectos gerais e comuns a todas as profissões.

Claro que não compete a associações profissionais pronunciarem-se sobre a qualidade de cada um dos seus membros. Até não seria democrático. No entanto cada vez que este assunto se aventa no Art World existe sempre quem argumente que as associações são desnecessárias porque tudo está bem como está; os criadores que não queiram ou não saibam jogar com as regras deste jogo são apenas burros.

Mas a arte nem tem regras nem é jogo!

Afirmo isto com conhecimento de causas desconstruídas por pensamentos conservadores e situacionistas, durante os anos 80 em projectos que se estruturavam no associativismo.

Porque será que isto acontece? A fobia ao associativismo no ambito das artes? Creio ser porque o associativismo coloca em perigo o status quo: já tenho alguma experiência de vida e por isso lembro-me perfeitamente de quando duas pessoas se encontravam a falar na rua poderem ser convidadas a dispersar por autoridades policiais para não perturbarem a ordem pública.

Será que esta mentalidade ainda paira?

18/04/2011

CSO 2011 - Processos criativos

O mundo da arte (ou como referiu J. P. Queiroz , The Art World) baseado em classificações (rankings) obtidas através do cumprimento dos critérios da lei e das regras do mercado global, leis e regras que todos conhecem através de leilões, falsas vendas, falsas compras, estratégias de marketing, etc, têm como aspecto negativo o não fomentar a criação de públicos.

Desse modo, com o poder da persuasão, o público só terá olhos para identificar um First One. Mas um First One de que realidade? Da realidade europeia? Portuguesa, chinesas, ou americana? Da realidade anglo-saxónica? Mas será que esta é a única realidade? Será que nós somos anglo-saxónicos?

Com este congresso a organização teve a coragem de fazer sobressair duas realidades: a primeira será a realidade do mundo ibérico, conhecedor, culto, criativo, construtivo, capaz de formular perguntas e encontrar respostas, com uma enorme vantagem sobre todos os outros mundos que é ser simultaneamente diversificado, jovem e ancestral. A segunda tratou-se de abrir um espaço de diálogo entre criadores e as obras dos seus pares.

Esta última realidade contribuirá certamente para a urgente retirada das artes do enclave em que se situa como coisa dependente, adjacente e supérflua e vê-la como uma área de conhecimento autónoma.

17/04/2011

CSO 2011 – Criadores Sobre Outras Obras

Nos dias 15, 16 e 17 de Abril de 2011 decorreu na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa o 2º congresso Criadores Sobre Outras Obras, com cerca de 90 comunicações oriundas de todos os países do mundo de expressão ibérica. A apreciação e a revisão científica das comunicações foram feitas no sistema double blind review (revisão cega). Salientamos:


Excelente organização.


Excelentes comunicações.


Presença forte de jovens criadores.


Revelação de diferentes processos criativos.


Vontade de se construir um espaço de debate especifico da produção criativa.


Os congressistas ressuscitaram a capacidade que os credibiliza para se referirem ao trabalho dos seus pares. O desvelar do processo do outro foi o essencial de cada apresentação. A dimensão conceptual da obra não pode dar lugar ao preconceito.


Foi apresentado um vastíssimo número de ideias com uma inquestionável mais valia artística, cultural e social.


Um abraço de parabéns a todos os participantes: organizadores, palestrantes e público.


02/04/2011

Museu, mapa, ícone e stress

Museu é um membro da urbe. Define um centro. Este centro é um lugar sem tempo. Um lugar onde todos os tempos se encontram sobrepostos. ... O museu corresponde ao reconhecimento universal da humanidade. Mapas e mundos têm uma relação estranha: Qual deles nasceu primeiro? O mapa ou o mundo? Se os mapas representam o mundo, deveria ter sido este a nascer primeiro. Mas é frequente acontecer o contrário: Primeiro fazer-se o mapa e depois fazer-se o mundo. ... A Pintura é um mapa que faz mundos. Os ícones representam entidades estruturantes dos comportamentos colectivos. Os ícones são heróis com a função de referenciar os mundos! O que se faz primeiro? O herói ou o ícone? Há heróis sem ícone e ícones sem heróis? O mundo não é homogéneo nem rectilíneo. As janelas persistem e cada uma delas expõe um mundo diferente. ... A existência de um mundo único e verdadeiro era cómoda e estável. O contrário é stressante.
(I. Salteiro, 2011)