19/11/2011

Nós e todos os outros...


Luís Herberto, Dançam nos meus passos...,2011. Óleo sobre tela, 195 cm x 292,5 cm.

18/11/2011

Dos corpos pouco gloriosos

DOS CORPOS POUCO GLORIOSOS

A primeira evidência que se destaca da nova série de trabalhos de Luís Herberto é a sua qualidade retratística. Todos eles foram realizados a partir da pose dos modelos com quem habitualmente trabalha. Não lhes conhecemos os nomes. Mas podemos identificar com facilidade as feições e os modos, os gestos dos corpos que se prepararam para ser olhados por durante um período de tempo mais ou menos longo, a roupa, enfim, que quase sistematicamente traduz a idade, o lugar social e a função: jovem ou adulto, trabalhador ou ocioso, talvez um (ou uma) colega ou um amigo. Ou mesmo, nada de tudo isto: o retrato, ao fixar na tela a imagem da pessoa retratada, tem esta capacidade de convocar no observador a projecção psicológica e vivencial do retratado. Que pode, ou não, coincidir com a verdade. (Ler o texto de Luisa Soares de Oliveira)


17/11/2011

Luis Herberto: Nós e todos os outros...

«Nós e todos os outros…» é o título de uma exposição nos espaços do Instituto Superior de Economia e Gestão nos quais se podem ver as mais recentes obras de Luís Herberto. A inauguração tem lugar no próximo dia 23 de Novembro de 2011 às 18 horas e a exposição encerra no dia 26 de Janeiro de 2012.

ISEG – Instituto Superior de Economia e Gestão. Rua do Quelhas, nº 6 em Lisboa.
Horário: 2ª a 6ª feira das 9h às 21h e sábado das 9 às 14h. Encerra aos domingos e feriados.


Luís Herberto
NÓS E TODOS OS OUTROS…


A exposição de Luís Herberto no Instituto Superior de Economia e Gestão enquadra-se num projecto que conta com a colaboração da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa. A colaboração entre estas duas instituições de ensino superior acontece por causa do interesse, da sensibilidade e da partilha das questões artísticas e culturais do nosso tempo e por causa da oportunidade de se seleccionarem e mostrarem projectos artísticos relevantes, independentemente do seu estado evolutivo poder situar-se nos domínios da génese ou da maturidade.
No caso desta exposição, que se inaugurará no dia 23 de Novembro de 2011, estamos, seguramente, na presença de um trabalho de grande maturidade, resultante do processo criativo de Luís Herberto, fundado na investigação continua em arte que a profissão de pintor requer.
Neste seu projecto artístico, Luís Herberto faz-nos reviver a boa pintura da tradição figurativa da cultura ocidental, expressiva pelo toque, pela denúncia dos gestos e pela insinuação de um tempo-espaço que apenas essa área da expressão artística consegue transmitir. O recurso ao modelo é uma metodologia constante para a representação de atitudes e acontecimentos cuja veracidade extrapictórica é irrelevante. Mas não é irrelevante o modo como o sentido pictórico de L.H. nos mostra esses modelos.
Eles atingem a dimensão de grandes protagonistas, mantendo no entanto velados os conceitos de retrato ou auto-retrato enquanto géneros. Os seus modelos, na intimidade do estúdio, predispuseram-se ao trabalho de serem os representantes de uma geração. Eles estão envolvidos em cumplicidades insinuantes aos olhos do observador, o qual inevitavelmente se confunde entre aquilo que se percepciona e a materialidade física de obra feita com os gestos que modelam as formas, os espaços, a luz e a cor.
A pintura de Luís Herberto recupera, sem preconceitos, os processos oficinais tradicionais, impregnando-a com a dimensão pertinente que a nossa actualidade exige.
Ilidio Salteiro, 2011.