Ilídio Salteiro, 2011. Aguarela sobre papel, 25 cm x 30 cm
08/03/2015
09/02/2015
23/01/2015
20/01/2015
01/01/2015
The Forever Now: Contemporary Painting in an Atemporal World
The Forever Now: Contemporary Painting in an Atemporal World
Laura
Owens. Untitled. 2013.
Flash paint, synthetic polymer paint, and
oil stick on canvas, 349.3 cm x 304.8 cm.
The Museum of Modern Art, New York.
21/12/2014
18/12/2014
Retábulo - Casa de Santos
...Quando vemos ou ouvimos o
sino de uma qualquer torre de igreja, a nossa atenção é convocada para um lugar
e uma arquitetura diferentes de tudo o resto. O nosso pensamento desloca-se
inevitavelmente para o espaço interior que um templo delimita e para as coisas
sagradas que guarda. Coisas visuais feitas de cores, texturas e formas,
permanentemente cuidadas e usufruídas por comunidades regionais com consciência
do «valor essencial» e do «bem coletivo» que possuem....
06/07/2014
Colonos e periferias
Numa conversa de corredor
De conteúdo sério que há muito se desvaneceu
O que me sobressaiu foi uma afirmação entre vírgulas.
..., Eu até sei pintar!,...
Uma interrogação:
Que coisa grande e recente estará por detrás desta afirmação?
Só hoje a descobri.
E confirmei!
A obra existe e produz efeito muito antes de ser vista.
Antes tinha percorrido a livraria do CCB
Livro após livro, lombada após lombada, tudo foi visto.
Tudo em língua inglesa, pouco em francês.
E nenhum sobre assuntos e autores portugueses
Duas exceções: dois artistas portugueses escritos em inglês.
Uma livraria igual a todas as livrarias de qualquer museu ou
centro cultural à moda da Europa ocidental.
Mas pior por ser muito menor e pouco atualizada.
Conclusão:
Não temos artistas portugueses, não temos arte portuguesa,
não temos cultura portuguesa.
Minto: temos dois!
Alegremente, aceitamos ser PERIFERIA. Aceitamos
reconhecidamente a paternidade do COLONO inteligente, iluminado e nosso amigo.
Um perigo mascarado de internacionalização.
02/07/2014
Santa Bárbara de Nexe
I.Salteiro, 2014
Santa Bárbara de Nexe
Apesar de o mundo ser simultaneamente
imenso,
macro
e heterogéneo,
tentam fazer-nos passar
a ideia
de que ele é global,
plano
e homogéneo.
E quase sempre o
conseguem, com muito êxito!
Esta circunstância cria
a perigosa sensação de conhecermos o mundo,
quando afinal o que
conhecemos
são,
quando muito,
pequenas versões desse mundo.
Mas são estas «versões»
a imposição
com a qual intimamente
me insurjo.
Prefiro ser livre!
Somos um centro do mundo
e temos direito à nossa
versão do mundo.
É muito difícil
compreender por que razão nos escusamos a aceitar esta verdade tão óbvia, para
aceitarmos,
por questões de mero
comodismo,
as versões do mundo dos
outros.
Admitindo sermos vulgares
habitantes da caverna de Platão.
O que não devemos
ser!.....
Ilídio Salteiro, 2014.
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