17/06/2008

Quem é quem na Documenta 13


I.Salt., II - Joseph Backstein, colagem sobre papel, 18 cm x 28 cm, 2008

Joseph Backstein nasceu em Moscovo em 1945 e estudou no Institute of Computer Sciences dessa cidade. Possui um PhD em Sociologia das Artes e Cultura.
Foi o curador do pavilhão russo na 48ª Bienal de Veneza em 1999 e da representação russa à 25ª Bienal de São Paulo em 2002.
Em 2005 foi coordenador da 1ª Bienal de Arte Contemporânea de Moscovo e foi comissário e Director artístico da 2ª Bienal de Moscovo.
Actualmente desempenha os cargos de Director artístico do State Centre for Museums and Exhibitions ROSIZO, de Director do Instituto de Arte Contemporânea de Moscovo e faz parte, desde Abril de 2008, do comité que irá escolher o director artístico da próxima documenta.

16/06/2008

Quem é quem na Documenta 13



I. Salt., I- Rein Wolfs, colagem sobre papel, 18 cm x 28 cm, 2008.


Rein Wolfs
é desde Janeiro de 2008 o novo director artístico de Kunsthalle Fridericiarum (Kassel). Entre 2002 e 2007 foi o director de exposições do Museum Bijmans Van Beuningen em Roterdão. Em 2003 foi o curador do pavilhão alemão na Bienal de Veneza. De 1996 até 2001 foi o primeiro director do Migros Museum für Gegenwartskunst em Zurique, onde, em 1999, criou a revista «Material». Tem sido membro de vários comités internacionais, e actualmente foi nomeado para integrar o comité que vai escolher o director artistico da documenta 13.

15/06/2008

Sobre a Humanidade e a Arte no século XXI

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Rein Wolfs, depois de sido em 2003 o curador do Pavilhão da Holanda na Bienal de Veneza (We are the world ), é desde Janeiro de 2008 o novo director artístico do Kunsthalle Friderriciarum em Kassel. Deste modo, em 5 de Setembro, iniciará uma programação que se fundamenta em princípios que teoricamente consideramos oportunos: «Minorities, outsiders, troublemakers and other human beings (:) Art shall be human »
Da sua comunicação apresentada recentemente (Abril de 2008) transcrevemos aqui um pequeno excerto que tivemos a liberdade de traduzir: «A boa arte é bela e ainda que o não seja, é sempre eficaz. A boa arte tem frequentemente qualidades provocantes e revolucionária. (:) A arte é mais importante do que se pensa, porque ela é mais profunda do que parece à primeira vista. A arte é menos importante do que se pensa, porque no final ela é apenas humana e por conseguinte não é necessariamente nada de extraordinário.»
O texto original, na sua totalidade, poderá ser lido
AQUI.

14/06/2008

Desenhos de Arquivo

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«Desenhos de Arquivo» é o título dado por Amadeu Escórcio a um conjunto de trabalhos expostos na Galeria do Grupo Artever de 7 de Junho até 7 de Julho
Artever é um grupo de Artistas Plásticos sedeados na Amadora que tem uma actividade de dinâmica cultural regular e credível, desde os inícios dos anos 80, quando da sua fundação, constituindo-se actualmente como um espaço alternativo aos circuitos culturais institucionalizados.
Amadeu Escorcio, um dos seus membros fundadores, utiliza este espaço para disponibilizar temporariamente parte de um extenso arquivo de registos gráficos produzidos ao longo de muitos anos em momentos de repouso e contemplação activa.

Nota: de 2ª a 6ª das 14,30 às 18,30 h. e Sab das 10 às 13 h. Rua Padre António Vieira, 22, Amadora, tel. 214741173.

13/06/2008

Um metro e noventa de altura e oitenta e sete quilos de carne

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Hoje o homem tem uma preocupação com a sua imagem em tudo idêntica à da mulher e os meios de comunicação social têm causado uma ansiedade pela beleza física.
Este pensamento tem sido a referência conceptual que estruturou o trabalho pictórico de Inga Mustakalio, uma jovem artista finlandesa, nos últimos tempos.
Depois vem a ironia, o sarcasmo ou sentimentos de insegurança!
A carne e a sua forma (peso e dimensão) são a única coisa que interessa. Um metro e novente e oitenta e sete quilos de carne poder ser o desejo nuclear de muitos.
Pelas imagens que enviou e pelo seu trabalho passado percebe-se que Inga sabe que a Pintura é uma área disciplinar que se organiza com muitas referências conceptuais e ideológicas, com muitas materialidades e com uma metodologia criativa própria capaz de dar forma aos pensamentos e desse modo participar nos grandes debates da vida contemporânea.

11/06/2008

Locais de peregrinação

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Loris Gréaud, no Palais de Tokio em Paris ofereceu-nos em 2008 uma obra exposição onde as obras coisas são apenas o modo de se penetrar nas dinâmicas do tempo espaço.

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«Église où quelques élus viennent nourrir une foi de virtuose tandis que conformistes ou faux-dévôts viennent y bâcher un rituel de classe, le musée peut devenir, un moment, le lieu de pèlerinage ou se pressent les troupes serrés de fidèles qui à New York, à Washington, à Tokyo ou à Paris, patientent en longes files pour jeter un bref coup d’œil, comme in baisait autrefois un crucifix ou un reliquaire, sur un chef-d’œuvre désigné à la ferveur collective…» (P. Bourdieu, A. Darbel, L’Amour de l’Art, Les Musées d’Art Européens et leur public, Paris, Éditions Minuit, 1971, p.131.)

10/06/2008

Tempos

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I.Salt., Jangada feita de tudo, 2005
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O «tempo histórico» está presente em todas as análises, quer sejam de ordem politica, cultural ou outra.
No entanto o «tempo histórico» é apenas um princípio metodológico para estudar o passado que justifica a pertinência desta actividade na responsabilidade que as actuais gerações têm de o acarretar para o futuro. Por vezes ele é mesmo visto como verdade perceptiva inquestionável turvando qualquer decisão universal.
Claro que esse princípio metodológico dá achegas, mas estas não devem ser incutidas como valores absolutos.
Em Portugal, com o peso de mais de oito séculos de história em linha quase sempre recta, não podemos deixar que esse peso nos torne corcundas.
A visão de acordo com o «tempo histórico» corresponde a uma distorção da realidade porque nos ordena as «obras» sobre uma linha cronológica, com uma calendarização por vezes sobrevalorizada, afastando-as para conceitos próximos de antiguidade.
O «tempo histórico» é uma inexistência! A existência é o «tempo espaço».
O «tempo espaço» é o princípio da permanente contemporaneidade, ou seja da tomada da consciência de que o espaço que ocupamos resulta da soma de todos os tempos.
Desse modo o «tempo espaço» é o princípio da acumulação e da análise comparada.
Não podemos duvidar da contemporaneidade de Leonardo da Vinci, de Goya, ou de Le Corbusier ou das Pirâmides de Gizé. Duvidar, será considerar que a importância do seu estudo serviria apenas para uma espécie de inventário de bens patrimoniais para uma posterior venda em épocas de crise. E isto, como todos sabemos, é um objectivo bastante para alguns mas, de modo nenhum é verdade para todos.
A importância que hoje ainda se dá ao «tempo histórico» é desmesurada.

09/06/2008

A Matéria da Escultura

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Ben Vautier, Ben Museum, 1972


Naquele tempo o escultor estava a trabalhar arduamente no seu texto de dissertação de tese de doutoramento sobre a matéria de que é feita a escultura, e para a qual ainda não tinha encontrado o titulo adequado.
Aquele «serviço» era exigido pela estrutura académica onde trabalhava, por razões de estabilidade, de sobrevivência e de conveniência estatutária e social.
Naquele tempo desloquei-me a uma grande galeria de arte, localizada na cidade imperial, e na qual quatro das últimas esculturas do escultor estavam expostas.
Disse-me o galerista, lamentando a actual tarefa do escultor:
«É uma pena o escultor estar a fazer o que está a fazer! Muitas obras poderiam nascer neste tempo que, deste modo, não passa de tempo morto!»
Entretanto o tempo passou e as quatro esculturas foram vendidas pelo galerista, cada uma delas a uma pessoa diferente. Estes proprietários enriqueceram o seu património.
Conta-se que depois nunca mais ninguém viu as esculturas.
Entretanto o artista escultor que tinha acabado o seu texto com o título «A Matéria da Escultura» defendeu-o perante o júri conveniente e foi muito aplaudido e abençoado.
E o futuro riu-se para ele!...
(I.Salt, 11/Nov/2007 – 8/Jun/2008)

08/06/2008

Museu do Oriente

Museu do Oriente em Lisboa, um museu que vale a pena visitar!
Passo a transcrever um pequeno excerto de um e-mail remetido por um amigo sintetizando os conhecimentos que podemos absorver dentro deste novo espaço, sagrado ou profano?:
Olá, como vai isso tudo, caro Ilídio?!
« Sem dúvida que vale a pena ir até lá só para visitá-lo, entre muitas coisas mais (e pelas exposições dos deuses do Oriente e das máscaras), pelas faianças indo-portuguesas, pelas armaduras de samurais, mas também pelas miniaturas japonesas e chinesas (caixas medicinais- os 'inru' - e de rapé) e os elementos da mística religiosa e escatológica: os trajes de médium, de mandarins, assim como por várias réplicas autênticas da trindade do hinduísmo (a Trimurti: Brahma, Vishnu e Shiva) e os 10 infernos do budismo chan (= zen) chinês, onde, no primeiro, as almas não podem mentir, pois há um espelho que reflecte a vida terrena passada e que as impede de enganarem os juízes do Além; e, onde, no último inferno, os espíritos são de novo devolvidos ao infindável ciclo hindu das reencarnações...» (R. G. Maio, 2008)

07/06/2008

Arte contemporânea

«L’art contemporain ne se divise pas en art profane et l’art sacré. Il est profondément humain, expriment les cris, les souffrances, les joies, les attentes, la soif spirituelle des hommes. Il est appel au dialogue. En cela, il est sacré».
Robert Pousseur, Les artistes, sculpteurs d’humanité, éditions Desclée de Brouwer, Paris, 2002, p. 52.

Mundo Novo & Natura Naturans

Exposição de Ilídio Salteiro e Dora Iva Rita no Salão da SNBA, Sociedade Nacional de Belas Artes em  Lisboa, de 6 de fevereiro a 2 de março ...