22/03/2016

LUÍS HERBERTO - As Brincadeiras de Alex

AS BRINCADEIRAS DE ALEX...
Espaço Cultural das Mercês, Lisboa

[7 a 27 de Abril 2016]

Alex, 2011/ 16. Óleo sobre tela, 130 x 130 cm 

Quem é Alex?

Afinal eram quatro horas da tarde e ainda não tinha visto nada. A exposição que pensei visitar, na Fundação Calouste Gulbenkian, naquele domingo à tarde, deixou-me suspenso à porta, apenas porque não consegui cumprir o que me propuseram: comprar um bilhete a troco de 30 minutos em fila de espera e alguns momentos de fruição da Colecção de Wentworth Fitzwilliam. Tratando-se de uma coisa normal que já fiz centenas de vezes, esta brilhante exposição não se encontrava no âmbito das minhas necessidades. Reconheço indiscutivelmente o seu valor como património artístico e cultural, mas fiquei inquieto quando pensei na imensidão de gente que se encontrava a produzir patrimónios artísticos e culturais naquele mesmo instante, embora noutros locais e com outros meios. Em consequência desta sensação e para preencher devidamente esse fim de domingo, optei por telefonar a um amigo e perguntar-lhe se ele estava no ateliê.
E fui até lá.
Luís Herberto estava a trabalhar telas de médias e grandes dimensões, entre tubos de tinta, óleos, médiuns e pincéis, organizando figurações, retratos e narrativas, arquitetando espaços, registando gestualidades testemunhas de emoções, deixando perceber uma tonalidade média de cor, embora com grandes contrastes, tudo imbuído de referências e citações culturais, umas relativamente explicitas ao género Shunga (Imagens da Primavera) e a Katsushika Hokusai, outras ao expressionismo figurativo de tradição ocidental.
Naquele espaço encontravam-se obras esboçados, outras em plena execução e ainda outras em fase de reflexão mas suscetíveis de serem transformadas. Estava no seio de efervescências criativas, ciente do privilégio de estar desse modo em sintonia com o meu tempo. Tudo isto mereceria um agradecimento por nos ser possível entrar num universo onde a arte se equaciona e faz. E tudo isto deve ser entendido como um grande sentido de responsabilidade porque tudo aquilo que dissermos e conversarmos, naquele contexto, pode interferir no processo, porque temos consciência que, mesmo sem o querermos, como quaisquer outros, somos agentes que podemos acionar ou desencadear outras soluções estéticas. Quais? Só o artista saberá, só ao artista competirá.
Alex é a estrutura do pensamento que desencadeou a produção artística de Luís Herberto nos últimos meses. O título «As brincadeiras de Alex», constitui o enredo de uma narrativa subjacente e subliminar em cada obra. Na visão panorâmica do seu ateliê, com obras encostadas umas sobre as outras, expostas na parede, nas mesas e em cavalete, reflete-se o aprofundamento da sua própria expressão pictórica, através da evidência do toque, da sabedoria do desenho, e por um sentido compositivo que coloca os representados em confronto direto com qualquer observador que delas se aproxime. Percebe-se também um pensamento que transporta para as representações pictóricas as inquietantes questões de género e de sexualidade que se debatem na época atual.
Uma inquietação entre ter expressão e ser género que se revela pertinente tanto na pintura como na vida. Será que para cada género existe uma expressão? O género condiciona a expressão? Quando se fala de género fala-se de pintura ou de pessoas? Quando se fala de expressão fala-se de estilo ou de liberdade? O hibridismo que se verifica hoje nos géneros artísticos é consentâneo com os hibridismos sociais?
A expressão como manifestação do pensamento, resulta de uma possibilidade única, impartilhável, que identifica algo ou alguém pelo modo como se apresenta. O género manifesta-se pela pergunta provocadora que Luís Herberto nos obriga a fazer: Quem é Alex e quais são as suas brincadeiras?
A pintura de Luís Herberto abre-se numa figuração assumida e consciente sem preconceitos de correntes ou vanguardas, onde o modelo não se distingue do retratado ou onde o ator se cruza com a personagem. Deste modo fala-nos tanto das transfigurações, transmutações ou alterações, como das hesitações e conflitos com que os corpos e as almas se debatem hoje. Assuntos que adquirem forma pictórica, retomando um meio verdadeiramente relacional (1). O que levou Marcel Duchamp a afastar-se da pintura em 1912 em Paris, cansado da insensatez e da ingenuidade do círculo dos seus amigos (2), tem sido o que leva Luís Herberto a aproximar-se dela, cem anos depois, em Lisboa, retomando o prazer da arte pelo seu sentido de fazer arte, e por conseguinte pela tomada de consciência de humanidade.
Com uma obra cada vez mais vasta e um longo e cada vez mais consolidado percurso como artista pintor de um período expectante para todos nós, caracterizado pelo fim de um milénio e o inicio de outro, a exposição que Luís Herberto nos propicia, corresponde ao nosso universo, sem anacronismos, com coerência estética, com extremo saber e com uma indiscutível qualidade formal e compositiva.

Ilídio Salteiro, Lisboa 2016.

(1) Bourriaud, Nicolas. Esthétique relationnelle. Dijon: Les press du réel, 1998
(2) Duchamp, Marcel. Engenheiro do Tempo, entrevistas com Pierre Cabanne. Lisboa: Assirio & Alvim, 1990, pp. 24-25

09/03/2016

JOÃO CASTRO SILVA - Ossos

EVOCAÇÃO da GRANDE GUERRA 14-18
Arte Contemporânea, 2016 - 2018
Museu Militar de Lisboa – Salas da Grande Guerra
9 de Março a 30 de Maio de 2016





JOÃO CASTRO SILVA
Ossos

No âmbito do projecto artístico Evocação da I Guerra Mundial, que decorrerá de março de 2016 a novembro de 2018, inaugura-se no próximo dia 9 de março pelas 17 horas, a instalação de João Castro Silva nas Salas da Grande Guerra do Museu Militar de Lisboa.
A obra de João Castro Silva João organiza-se em torno de destroços, sargaços e elementos dispersos, e é através desses fragmentos que se revela, adquirindo forma.
Esta similitude com a guerra, aqui (com)sentida como fator construtivo, num oposto conceptual, sugere e contribui naturalmente para uma aproximação estruturante a esta evocação.
Estas salas, feitas nos anos 30 e revestidas maioritariamente com pinturas de Adriano Sousa Lopes, um pintor que se voluntariou para a frente de combate como pintor de reportagens da guerra, estão imbuídas de uma densidade dramática notável, embora não valorizada pelos eixos modernistas do então, nem muito considerada pelos eixos modernistas do depois.
Neste espaço a escultura de João Castro Silva faz evocação dessa guerra e de todas as outras. Uma evocação comandada pela matéria que constitui um organismo que já foi vivo: a madeira da árvore. Essa madeira, aglutinada em arma de guerra, que deveria ser ferro, e indicada como relíquia de muitos, que deveria ser osso, evidencia a metáfora da fragilidade humana, enquanto companheira de muitas guerras universais e individuais.
A madeira que finge ser osso e ferro acentua a debilidade dos meios de sobrevivência, a ironia da guerra e a humanização dos beligerantes.
Esta obra reflete todas as guerras, desde as pontas de sílex ao nuclear, homenageando acima de tudo a inteligência humana capaz de congeminar soluções que lhe perpetuam o rumo.

Ilídio Salteiro, Lisboa, 2016

11/02/2016

ISABEL SABINO - Os Rios Nascem no Mar - Fundação Júlio Resende - 2015


Quel bon dimanche pour la saison, 2014. Acrílico sobre tela, 12 cm x 195 cm

Isabel Sabino e a luz D’ouro

Júlio Resende (Júlio Martins Resende da Silva Dias, 1917-2011) mancha primeiro, depois reduz, conduz a redução através da linha e da cor exaltada, para territórios inesperados ou já premeditados. Surgem as formas, as surpresas, as narrativas. Progressivamente JR liberta o território do desenhado, aplicando sobre a mancha a memória das suas linhas. A pintura em JR leva a melhor, subleva-se e inunda a superfície, mancha em mancha, como uma base-tema pronta para o debate, mas nunca provocando a sua delimitação, antes pelo contrário, abre todas as possibilidades que a abstração permite. O debate percebe-se pelas linhas que então se desenvolvem sobre as manchas, configurando desenlaces imprevistos, histórias de passagem ou grandes temas que convergem para um argumento.
Isabel Sabino (Isabel Maria Sabino Correia, 1955) franqueia o mundo da pintura pelo mesmo ângulo. Parte de manchas alargadas para, pincelada a pincelada, toque a toque, da cor em cor em estilhaços de tons que se vão abrindo, ir determinando os seus mundos em claros/escuros, como se trabalhasse apenas com luz. Quase que poderia ver JR a trabalhar com a cor e IS a trabalhar com a luz, sendo que ambos trabalhem apenas com a tinta, com a cor.

A urgência deste texto surge precisamente desta semelhança a dois níveis: no procedimento do fazer e na proximidade física das duas obras, pelo facto da exposição de Isabel Sabino se efetuar na fundação de Júlio Resende, espaço do seu atelier e espólio.

Existem muitas formas de pintar e de ser pintor. A obra, que de cada processo advém, é também diferente, assim como diferente será a abordagem de quem a vê. Portanto, falamos de comunicação e de formas de entendimento, falamos de comunhão. Para perceber o outro que fala será necessário descodificar a sua linguagem − a estrutura, o padrão, o fundamento.
Não é fácil ser-se breve e leve porque de parecer tão natural, por vezes, é-se confundido com os estranhos caprichos da natureza. Esta consciência nasce da aflição de querer fazer parecer nascido aquilo que está a ser dito, feito, pintado, mas sem enganar nem confundir. Com um afastamento equilibrado, rigorosíssimo. Quem o achar, alcança a decifração da obra. Percebe o que se debate ali conseguindo refazer um outro processo, só seu, mas que se funde por interação com o do autor.

Este processo de sentir a pintura é um pouco como olhar o todo para depois se focar em determinados elementos. Sendo impossível uma compreensão do todo, cada observação consola-se em criar o seu sistema semântico, engendrando as relações ao sabor da sua própria narrativa subjetiva. Este acaso, só é determinista quando o ente está objetivado em alguma pré ocupação mental, quando tem uma narrativa que lhe ocupa a mente e urge manifestar-se; será então essa objetivação que desencadeia determinada forma. É por isso que se diz que “cada um vê o que lhe ensinaram a ver” ou que “cada um vê o que lhe interessa”. Este ver dirigido torna a perceção da obra de arte muito mais complexa do que aparentemente é. A atitude contemplativa deixa-se levar um pouco mais além do que se é para comungar com a obra, por isso é que também traz mais prazer e debate interior.
Nestes dois autores a paisagem é mental porque a narrativa é imaterial, a cor abstrata, a luz é ideológica. E é pela luz que o debate advém e se oferece em pintura, visto como um todo.

Dora Iva Rita, 2015

23/10/2015

Carlos VIDAL, Invisualidade da Pintura: Uma História de Giotto a Bruce Mauman



Este é um livro sem começo nem fim, enciclopédia pós-hegeliana das ciências filosófico-visuais em epítome ou, de forma mais abreviada, um livro de considerações sobre objectos invisuais e acontecimentos artísticos que subvertem e superam a lógica e o sentido das obras de arte e dos acontecimentos. Em suma. Este é o livro que todos já lemos um dia antes de o termos lido, tal é a natureza polimorfa da sua força interpretativa e o estilo surpreendente das suas linhas de fuga.
CARLOS FRANÇA (Sobre “Invisualidade da Pintura”)

Sul Caravaggio c'è ancora molto da dire, specialmente per quanto riguarda il forte contrasto chiaroscurale. Il Suo piccolo libro rappresenta un'importante scelta di campo e sono certa che sia un contributo che aggiunge qualche cosa di nuovo.
MINA GREGORI (Sobre “Deus e Caravaggio”)


18/10/2015

Museums......


Noah Fischer, Photo: Joanna Warsza


.....Today museums are an important part of the neo-liberal system, which we are protesting on Wall Street. Museums are like temples of this system, actually; they reproduce the logic of the system, reify its symbols, and are financially dependent on it. Actions by Occupy Museums are about opening up a very large, honest, transformative conversation about the presence of money and power in the world of art and culture... (Ler mais / read more)

10/09/2015

João Castro Silva «Draperies» - Sala do Veado, Lisboa

Exposição de João Castro Silva, Draperies, na Sala do Veado



Ensaios do Ver

Panos ao vento, tentativas de redenção. Sobrevidas. Migrantes.
Barcos manhosos, roupas molhadas, rasgadas. Subvidas. Migrantes.
As tábuas flutuam, as roupas encharcam-se, as vidas submergem. Migrantes.
As tábuas unem-se em frágeis jangadas em águas imprevisíveis. Migrantes.




João Castro Silva, Draperies, 2015
Sala do Veado até 27 de Setembro de 2015
Rua da Escola Politécnica, 56 / 58, Lisboa

A migração das formas por entre matérias permite imprevistas trocas semânticas. A migração das ideias por entre as formas elucida os espíritos. Interrogamo-nos sobre a vida como um todo maior do que ela é. A arte traz-nos essa outra realidade onde pode confluir tudo o resto que desejarmos ter como referente. Sem limites ou preconceitos, deixemo-nos migrar para a obra com tudo o que somos.
João Castro Silva consegue incorporar na madeira a ductilidade da água, a leveza do ar, o peso da pedra, a uma estranha espacialidade de luz.
A matéria-prima é madeira de árvores que vencem o nosso tempo, podendo viver na casa dos milhares de anos. A matéria-prima advém de entes de metabolismo mais lento do que o nosso, de verticalidade extraordinária dos seus 70 m de envergadura, com folhas que lembra vegetações de épocas muito mais antigas. A matéria-prima tem um odor agradável e é rosada como a pele do escultor, leve e com uma densidade de 300 a 420 Kg por m3. A Criptoméria-japónica, um tipo de cipreste oriundo da China ou Japão, é hoje endémica em muitos outros locais do mundo, como nos Açores, onde se sobrepôs à floresta autóctone da Laurissilva. É uma forte e resistente, daí o ser uma árvore de culto, envolvendo os santuários e os templos nipónicos.
A madeira é, das matérias-primas da escultura, aquela que mais próxima está da natureza humana. Ao deixar de ser árvore e passar a ser obra de outro arbítrio, transmuta-se e alcança uma outra natureza, aquela que a Humanidade almeja ­ a da Arte ou a do espírito, as que não têm matéria e se cumprem através da matéria do Outro. O escultor dá-lhe outra natureza, não desprezando, no entanto, tudo o que carrega desde a sua origem, por mais desconhecidos que sejam os seus percursos.
O valor semântico de cada peça exposta é tão expressivo, eloquente e diverso, que remete o observador para uma transcendência, transformando-o em contemplador. E também modifica o espaço. Sacraliza-o. O balancear, parece existir e ser permanente, comprometendo o olhar e a preceção do ar em movimento.
As cisões entre as tábuas marcam o todo como veias ou como sulcos de navalha. Ou como um simples padrão riscado de roupagem que já foi vestida. As ideias irrompem à medida que os olhos afagam as superfícies. A delicada leveza das peças e da instalação surpreendem por contrariarem o próprio conceito de matéria esculpida. O têxtil sobrepõe-se-lhe. A ideia sobrepõe-se à matéria. De facto as peças parecem levitar a cima do chão com a ajuda do ar. Ao circular por entre elas percebemos a sua verdadeira natureza, mas aí já a nossa perceção nos encantou. Jogar com estes limites e saber não cair em redundâncias estéticas redutoras ou híper habilidades, demonstra uma criação e saber fazer de mestre. Por instantes vem-nos à memória o assombramento dos Abakans de Magdalena Abakanowicz (1930), os vultos suspensos dos Pronomes de Ana Vieira (1940), a fragilidade cenográfica das instalações de Kaarina Kaikkonen (1952). Também existe o travo de algum acampamento improvisado de migrantes ou de vivências já desusadas da urbanidade mediterrânica.
As tapeçarias alvas, dependuradas em linhas vagas que unem vão a vão e recortam o espaço, são cortinas, separações que escondem do olhar para além de si. Podem ser mortalhas, sudários, mantéis. Podem ser tudo aonde a imaginação ilusória nos transporte. Podem referenciar-se como absurdos ou fascínios, grandes utopias ou pequenas verdades.
Mas são esculturas relevadas em madeira. São trinta e nove peças com escala humana, variando entre os 70 e os 100 cm em altura ou largura, em que o espessamento não ultrapassa os 7 cm. O escultor primeiro une tábuas isoladas, depois talha-as como se fosse santeiro tradicional vestindo alguma figura mística. Castro Silva é também o imaginário mas já só cria abstrações, ou os panejamentos que cobririam hipotéticas figuras. Fá-lo com ferramentas semelhantes mas mais rápidas, numa associação da energia própria ao escultor com a que a eletricidade lhe faculta. O polimento final é também semelhante ao que o imaginário dá à sua imagem e é do domínio da pintura. A pintura encobre a matéria e obriga-a a fingir-se mármore, pele, aumentando o protagonismo semântico das obras.
As cortinas encobrem o que se pretende mais íntimo. A vida é comunitária. Por mais que pareça contraditório. O tecido cobre e mancha-se. A água retira essas marcas, o ar seca-as. Como animal que lambe as feridas para as sarar. A arte sara. É curativa como Louise Bourgeoise (1911-2010) percebeu.
Estamos no ano de 2015 da era de Cristo. Os náufragos do Mediterrâneo são deuses adormecidos como nós. Cada um é um nós. A dor é sempre coletiva, assim como o medo ou a gratidão. A fuga pela sobrevivência é comum a todo o ser vivo. Quando se é migrante procura-se porto seguro junto de outros mais imparciais. Migrar de um para outro é reconhecermo-lo em nós. Civilidade é perceber-se isso e construir sociedades que se cumpram nesse desígnio.
A acuidade percetiva possibilita sentir o outro ‑ a dor, o desejo, o júbilo. A mesma perceção que possibilita que sejamos amantes da Arte, porque ao amar o Outro é para nós que nos dirigimos. Por isto a Arte é o sustentáculo da civilidade e por isso é tão importante saber senti-la, reconhece-la e vê-la. E se possível exercita-la, como João Castro Silva nos sugere.

A exposição instalativa Draperies do escultor João Castro Silva (1966) está a decorrer em Lisboa, na Sala do Veado do Museu de História Natural e da Ciência, até ao dia 27 de setembro de 2015. O museu fica ao Príncipe Real, na Rua da Escola Politécnica, junto ao Jardim Botânico, onde pode passear sob a sombra de uma Criptoméria-japónica. Silenciosamente consigo, entre pela porta da antiga faculdade das Ciências da Universidade de Lisboa e migre pela instalação. Construa o seu barco.

Dora Iva Rita
Lisboa, Setembro de 2015

29/08/2015

A Sala de Ruth - Cadavre Exqui


Cadavre Exqui, é uma exposição colectiva de Ana Eliseu, Bertilio Martins, Ivo, Manuel Furtado dos Santos, Margarida Palma, Miguel Andrade, Oona Grimes, Pedro Proença, Samuel Rama e Susanne Themlitz com obras produzidas a partir de intervenção sobre a gravura «Atlantis» (1971) de Bartolomeu dos Santos.

28/08/2015

A Sala de Ruth - fotografia de Miguel Proença


Fot. Miguel Proença

Esta instalação /exposição pode ser vista até 5 de setembro de 2015

Depois da ARCO Lisboa 2026 e Edgar Morin

Como o Mundo pode ser dividido de muitas formas, uma delas é a seguinte: por um lado, temos a cultura, por outro temos a ignorância. Seres c...