03/08/2015

A Sala de Ruth - Pedro Cabrita Reis


PEDRO CABRITA REIS (1954)
Gaveta, 2015

«Na sala de Ruth a gaveta do Pedro Cabrita (1955) excede-se, como sempre acontece nas suas obras. E ainda bem que é assim. A baba da tinta “aconteceu” naquela gaveta-mala-objeto incerto com um à-vontade de mestre. A trincha agarra a tinta na proporção certa, a mão de gesto controlado, cerca-se do suporte, e aparentando um só golpe, lento, preciso, duradouro no seu ápice, convocando todo um esforço da atenção daquilo que se entende por momento artístico, remata o movimento e a obra. A cor ilumina de súbito a textura da madeira. O objeto anterior é eleito obra de arte, convocado entre os demais. A finalização será pouco mais, um suporte ali, um puxador acolá, uma simetria, duas diagonais. Composição. Uma obra clássica no seu mais perfeito dinamismo». (Dora Iva Rita, 2015)

30/07/2015

A Sala de Ruth - Catarina Botelho


CATARINA BOTELHO (1981)
Sono de Marta, 2012
Prova fotográfica sobre papel, 16 cm x 26 cm

29/07/2015

28/07/2015

A Sala de Ruth - 30 anos da Casa das Artes de Tavira

Ciente que as coisas da arte e da estética servem para ativar consciências, a Sala de Ruth recriada na CAT, povoada com obras de artistas que conheceu e com quem conviveu, Ana Hatherly, Bartolomeu Cid do Santos, Catarina Botelho, Costa Pinheiro, Fernanda Fragateiro, Isabel Sabino, Ivo, João Hogan, João Onofre, Jorge Martins, Jorge Pinheiro, Jorge Vieira, José Faria, Julião Sarmento, Júlio Pomar, Manuel Batista, Manuel João Vieira e João Vieira, Margarida Palma, Maria José Oliveira, Miguel Proença, Nuno Calvet, Paula Rego, Pedro Cabrita Reis, Pedro Calapez, Pedro Proença, René Bertholo, Samuel Rama, Susana Themlitz, Vespeira, Xana, representa o refúgio, a núcleo da casa, o seu habitat, onde se religam a vida comum e com a vida em si. (I.S. 2015)

26/07/2015

A Sala de Ruth - Fernanda Fragateiro


FERNANDA FRAGATEIRO (1962)
Onde, 2006
Tinta de escrever e grafite sobre papel
10 cm x 15 cm

A Sala de Ruth - Ana Hatherly


ANA HATHERLY (1929)
Sem Titulo
Esferográficas sobre papel
24 cm x 17 cm


Ana Hatherly (1929) tece cartas de amor com finos fios de tinta. Amor indizível. Enlevos têxteis não descritíveis. Talvez a peça mais abstrata de todas da virtual coleção de Ruth. Murmúrios constantes, permanentes, obsessivos. A duas vozes. Um diálogo entre teia e urdidura que constrói a tecedura. O mundo. E a comunicação do mundo. A Web também. (Dora Iva Rita, 2015)


25/07/2015

A Sala de Ruth - Jorge Pinheiro



JORGE PINHEIRO (1931)
Sem titulo, 1969
Grafite e guache sobre papel
29 cm x22 cm

«Rapidamente nos encontramos defronte a outro grande senhor da arte contemporânea. Assertivo, Jorge Pinheiro (1931) golpeia severa e rigorosamente o suporte como se respondesse à questão colocada por Júlio Pomar. Dá um murro na mesa, acaba com os náufragos, institui correção, luz que se faz pela cisão provocada por um raio de treva. Ou a ironia geométrica da autonomização do barrete cardinalício, uma e outra face de uma mesma verdade da arte». (Dora Iva Rita, 2015)


Depois da ARCO Lisboa 2026 e Edgar Morin

Como o Mundo pode ser dividido de muitas formas, uma delas é a seguinte: por um lado, temos a cultura, por outro temos a ignorância. Seres c...