19/07/2015

A Sala de Ruth - Miguel Proença


MIGUEL PROENÇA (1963)
S/t, da série Árvores “estranhadas”, 2005
Prova de gelatina de sais de prata s/ papel, viragem a a selénio, 28cm x 28 cm


«Em Miguel Proença (1963) podemos ser projetados em dois mundos. Um macro cósmico e outro microcósmico. A decisão será nossa. Mas as sombras estarão sempre lá e acompanharão ou o vírus ou o planeta». (Dora Iva Rita, 2015)

17/07/2015

16/07/2015

A Sala de Ruth - Manuel Baptista


MANUEL BAPTISTA (1936)
Leque Violeta, 1993
Colagem de materiais em relevo s/tela, 40 cm x 80 cm

15/07/2015

A Sala de Ruth - Júlio Pomar


JÚLIO POMAR (1926)
O Almoço do Trolha, 1951

Litografia s/ papel, c. 44 x 61 cm



«Voltando sempre à Sala de Ruth agora para olharmos o Almoço do Trolha de Júlio Pomar (1926). Podemos ver nesta obra histórias de vários náufragos…Mesa-mar onde, meia comida, como barco sobrevivo a grande tormenta, a fatia de melancia repousa, com arribas funestas, de picos agrestes, no horizonte. Em planos mais próximos, vai a colher à boca do menino, como barquinho de ternura, qual salva-vidas de um pai que dá tudo o que tem, náufrago da vida, de um fascismo cor-de-rosa pálido, em que dos pés da mãe se pressupõem novo naufrágio, enquanto um tem “bote” o outro, descalço, é como se fosse náufrago caído, enquanto a pomba assiste e espera que as águas desçam, para encontrar pouso em terra e trazer essa nova… Outra leitura, outro entendimento, a mesma obra. A obra de arte está sempre aberta». (Dora Iva Rita 2015)

14/07/2015

A Sala de Ruth - até 5 de setembro de 2015


A Sala de Ruth:

Júlio Pomar, Nuno Calvet, José Faria, João Hogan, Samuel Rama, Isabel Sabino, Miguel Proença, Vespeira.

Exposição na Casa das Artes de Tavira até 5 de setembro de 2015 - todos os dias a partir das 21:30horas

13/07/2015

A Sala de Ruth - Casa das Artes de Tavira, 11 de Julho a 5 de Setembro





Sala de Ruth
Trinta anos em 2015 correspondem exatamente a quinze anos do segundo milénio mais quinze anos do terceiro. As diferenças entre milénios são maiores e mais óbvias do que entre outras charneiras, como as dos séculos, e o período de transição mais lento, com dúvidas e incertezas pressentidas.
Perante as incertezas dos mundos resta-nos apenas a preservação do saber. Este processo de passagem de um ciclo para o outro corresponde ao enquadramento que justifica a abrangência da coleção e do colecionador, assunto que se foi tornando um fio condutor para uma comemoração, os trinta anos de existência da Casa das Artes de Tavira. O acto de colecionar corresponde à salvaguarda do conhecimento com o objetivo da sobrevivência tanto no momento presente como no futuro. Torna-se a substância que salva Próspero (William Shakespeare) na ilha para onde é desterrado, é o injustificável desejo de posse que justifica a vida de Il Cavaliere (Amante do Vesúvio de Susan Santog), é a vivência do quotidiano mostrada na galeria Nelly Hamand (Frieza Master, novembro de 2014), é a hipótese de se fazer um mundo a partir de reflexos, de introspeções, de debates.
No espaço da Casa das Artes de Tavira desvenda-se uma sala de trabalho, uma sala de estar e de receber amigos, que reconstrói uma pertencente a uma colecionadora de origem holandesa e atualmente residente em Tavira. Um espaço que propicia conversas iniciadas e sempre inacabadas, um espaço de intimidades, solitário ou em grupo, um espaço de escrita, de audição e de contemplação.
Para além de livros, fotografias de memórias, flyers, posters e postais de viagens, e de um mobiliário muito ocasional, desvenda-se este espaço como uma coleção de arte, composta por pintura, desenho, gravura, escultura, fotografia e vídeo, que espelha grande fluência e proximidade à arte e aos artistas portugueses, apaixonadamente constituída ao longo dos últimos trinta anos. As obras foram-se instalando progressivamente por todos os cantos da sala, por vezes profusamente, deixando perceber a sensibilidade do espirito que vê na arte um objeto fundamental para a descoberta de outros mundos. Esta coleção será obviamente a razão que justifica a sua existência como pessoa e o seu contributo primordial para a expansão do sentido de humanidade.
A ambiguidade e a dúvida sobre a veracidade do que se expõe geram inquietações no observador que o remetem para a sua própria condição de colecionador, seja do que assunto for.
Colecionar é diferente de colecionar a arte contemporânea de nós mesmos. Este segundo modo exige audácia igual à dos artistas porque, através da escolha e da seleção sempre incerta mas com pressupostos muito próprios, os colecionadores arrojam-se a definirem arte. Foi assim que Ruth constituiu uma extensa coleção que para além da acuidade, do estudo e da investigação, revela uma cumplicidade cultural com o lugar que escolheu ou elegeu para viver e residir e com todos os que durante estes trinta anos passaram perto de si.

Quem é o colecionador? / Who is the collector?
"A Ruth nasceu em Volendam, na Holanda, em 1953.
Completou com distinção o Curso Superior de Piano no Conservatório de Amesterdão em 1974.
Casou com um artista plástico, exilado politico, natural de Tavira para onde vieram viver em 1975 e de quem se divorciou em 1984.
Desde 1980 que é professora de música no Conservatório de Faro, realizando em simultâneo uma carreira musical internacional em diversos concertos.
Ruth frequenta assiduamente a Casa das Artes desde 1985 participando ativamente nas atividades desta «casa», como artista, como professora, como visita e como colecionadora
Ao longo destes 30 anos a Ruth reuniu um interessante acervo de fotografia, desenho, pintura, gravura e escultura com as quais habita numa casa do barrocal algarvio. É uma parte dessa casa, a sua sala de estar e receber, e uma parte desse acervo, que agora e aqui se reconstroem e expõem.

A Sala / The Room
A sua casa é lugar de encontro de muitos amigos, sobretudo nas noites quentes de verão, depois do jantar e de intenso dia de calor e praia. Pela sua casa passaram durante os anos oitenta muitos artistas à procura de alternativas culturais sustentáveis com a sua visão de mundo. O fascínio pela descoberta de um país carente de dinâmicas culturais e artísticas e a possibilidade de poder participar no seu crescimento cultural foram as causas principais que estimularam a sua aproximação a Tavira.
Mas Ruth hoje não está em casa. Deixou a casa com os seus amigos e convidados e retirou-se rapidamente. Um lenço em cima da cadeira, uma partitura esquecida, um livro aberto e um lápis por perto.
Onde terá ido?
A sala umas vezes está cheia, outras aparentemente vazia, repleta de arte.
Parece que ainda estão a jantar, mas a sala aguarda-os…
É de noite … muito tarde. Noite de verão em Tavira, o mais aprazível sítio do mundo. Onde dia e noite são o mesmo. Foi isso que a reteve e sabe por isso mesmo que é indiferente a sua presença. Está sempre presente mesmo quando está ausente.
Ao longo da sua vida, ligada às atividades musicais e culturais, esteve próxima das artes plásticas adquirindo trabalhos, sem o elementar intuito de os comercializar, mas acima de tudo com o desejo de os usufruir esteticamente, de ser cúmplice e estar por dentro das descobertas dos outros, encontrando soluções gloriosas para a pequenez dos quotidianos.
Ciente que as coisas da arte e da estética servem para ativar consciências, a sala de Ruth recriada na CAT, povoada com obras de artistas que conheceu e com quem conviveu, Ana Hatherly, Bartolomeu Cid do Santos, Catarina Botelho, Costa Pinheiro, Fernanda Fragateiro, Isabel Sabino, Ivo, João Hogan, João Onofre, Jorge Martins, Jorge Pinheiro, Jorge Vieira, José Faria, Julião Sarmento, Júlio Pomar, Manuel Batista, Manuel João Vieira, Margarida Palma, João Vieira, Miguel Proença, Nuno Calvet, Paula Rego, Pedro Cabrita Reis, Pedro Calapez, Pedro Proença, René Bertholo, Samuel Rama, Susana Themlitz, Vespeira e Xana, representa o refúgio, a núcleo da casa, o seu habitat, onde se religam a vida comum e com a vida em si.

Ilídio Salteiro, 2015

Morada: Rua João Vaz Corte Real, 96, 8800-351 Tavira
Horário: 21h30 – 00h30, Inaugurações às 22h

06/05/2015

O homem que parou a Terra

Abounaddara Films is a project, in Syria, founded 2010, and exhibited in 56ª Bienalle of Veneza






This is the end of the world as you know it

 Kepa Garraza
Kepa Garraza, 2015.


“This is the end of the world as you know it” es un proyecto construido en forma de un relato de ficción sobre el futuro más inmediato. Este relato está compuesto por múltiples escenas que se suceden en el tiempo, para recrear así una historia donde se nos muestra un futuro distópico. Una especie de utopía negativa, un porvenir consecuencia de la sociedad actual pero de resultados totalmente indeseables.
Este proyecto pretende reflexionar acerca de la crisis económica y sus consecuencias sociales y evidenciar la sensación permanente de ausencia de futuro que desprenden las sociedades contemporáneas. Otro aspecto fundamental sobre el que quiero reflexionar con este proyecto, trata sobre el límite cada vez más difuso entre la imagen periodística (comúnmente aceptada como un testimonio veraz) y las imágenes de ficción. Ese terreno cada vez más transitado por el espectador y que le obliga a vivir en un mundo cada vez más incierto, más borroso y de verdades solo relativas.
Kepa Garraza empieza su carrera expositiva en 2004 ganando diferentes premios y convocatorias que le permitirán producir y mostrar sus trabajos en diferentes circuitos nacionales e internacionales. Desde entonces ha expuesto de forma individual en la Sala Rekalde y en galerías de Madrid, Bilbao, Dusseldorf, Rotterdam o Beijing. Además de en colecciones privadas españolas e internacionales, su obra está presente en la colecciones del Artium, la Comunidad de Madrid o la Colección Arte Contemporáneo del Museo Patio Herreriano.

Depois da ARCO Lisboa 2026 e Edgar Morin

Como o Mundo pode ser dividido de muitas formas, uma delas é a seguinte: por um lado, temos a cultura, por outro temos a ignorância. Seres c...