17/06/2019
10/05/2019
J. Rosa G. evoca a Grande Guerra com uma "Alfarrobeira"
Na sequência do projeto expositivo Evocação - Arte Contemporânea, a decorrer
nas Salas da Grande Guerra do Museu Militar de Lisboa desde 9 de março de 2016,
vai inaugurar a décima intervenção intitulada Alfarrobeira de J. Rosa G. no dia 23 de maio de 2019, quinta-feira,
às 18h30,
Uma trágica batalha que há 570 anos mudou o
mundo em confronto com uma guerra que há 100 anos envolveu o mundo.
Alfarrobeira de J. Rosa G.
Nas salas da
Grande Guerra do Museu Militar de Lisboa, decorre a décima intervenção
integrada no projeto Evocação arte
contemporânea (2016-2019), intitulada Alfarrobeira.
Com esta intervenção, de J. Rosa G., as salas da Grande Guerra deste museu são
confrontadas com uma homenagem ao Infante D. Pedro (1392-1949), um príncipe
perdido no campo de uma batalha nas margens da ribeira de Alfarrobeira, próximo
de Alverca, no dia 20 de maio de 1449.
Sendo um
príncipe culto e amado por todos, profundo conhecedor do seu tempo, a sua morte
alterou o rumo da história porque sem esta batalha e com D. Pedro, tudo teria
sido diferente.
E a Grande
Guerra que se evoca aqui, sendo uma guerra mundialmente assumida por todos, com
muitos soldados desconhecidos de ambas as partes, é igualmente uma ocorrência
que alterou o rumo da história. Sem ela tudo seria diferente.
Esta relação
entre estes dois momentos, pode ser descoberta na sensibilidade própria do
investigador-artista que relaciona o irrelacionável, que diz o indizível, que
questiona incessantemente as origens das coisas e dos factos, sempre com uma
atitude construtiva de perspetivar outros futuros.
Verificamos que
as coincidências entre estes dois factos são o tempo e os lugares percorridos
por todos aqueles que buscam soluções para o mundo, tanto de forma consciente
como de forma natural. Lugares como Arras, Bruges, Gante, Bruxelas, Lovaina,
Nuremberga são por onde passaram o infante D. Pedro em 1425-26, seguramente o primeiro
português a viajar pela Europa, numa longa viagem que o leva a conhecer cinco
países ao longo de dois anos, num périplo que enquadra a sua grandeza
intelectual, cultural e humanista.
São também estes lugares, onde, entre
1916 e 1918, milhares de soldados deram as sua vidas por causa das raízes de
uns e de outros. Soldados desconhecidos, não por não se saber a sua
identificação, mas porque não lhes foi dado o tempo necessário para nos disserem
o que eram e qual seria a sua missão no mundo. Soldados desconhecidos evocados
neste evento sob o pretexto do infante D. Pedro, um príncipe português do
século XV, humanista, a quem não foi dado o tempo e o espaço para exercer o seu
saber. Se o fosse tudo seria diferente.
O que J. Rosa G. nos propõe é o
questionamento do destino perante a vida e a morte, perante a “pedra-príncipe”
e o “pranto”, perante a sensibilidade estética própria de um artista ao
escrever um livro-obra como lugar de registos do pensamento vivo e universal, em
sintonia com o seu tempo. Uma evocação dos desconhecidos de uma guerra grande e
mundial e de uma batalha nas margens de uma ribeira salientada pela relevância
da sensibilidade histórica e estética de J. Rosa G. Temos deste modo três
tempos, 1449, 1918 e 2019 em sintonia, por intermédio da estética de uma obra
que inevitavelmente nos supera a todos.
Uma obra que
resulta de investigação histórica, de pensamento estético, de intuição
envolvida na procura da essência da arte. Um livro sobre Pedro e Pranto, sobre
a força do ser e a emoção, sobre a questão da falta e da ausência, sobre o
destino. Pedro e Pranto é um pensamento sobre como o mundo poderia ser
diferente se uma batalha, se uma guerra não tivessem existido, se não houvesse
necessidade de prantos, se os homens se tivessem entendido pela palavra ou pela
arte, e não se servissem apenas destas como instrumentos de poder.
Ilidio Salteiro, 2019
J.
Rosa G.
Nasceu em 1961 em Vale de Açor, concelho de Ponte de
Sor.
Desde 1995 efetuou mais de 120 livros de autor, únicos
ou de tiragem reduzida e realizou as seguintes mostras:
Exposições Individuais:
2004 - “dos livros que não se lêem”, Biblioteca
Nacional, Lisboa,
2007 - “O Livro de Pan II e Outros Livros”, Museu
da Água em Lisboa.
2013-15. “Milagre – Elogio aos Painéis de
Nuno Gonçalves”, Capela do Fundador do Mosteiro do Mosteiro
da Santa Maria da Vitória, Batalha.
Exposições
colectivas:
1999 - Artistas Com Timor, Armazém 7,
Lisboa.
2006 - Caligrafias, Casa Fernando
Pessoa, Lisboa.
2012 - Arquivo Secreto, Arquivo
Fotográfico de Lisboa, com o livro inédito: 744-252.
Off The S{h}elf:
The Self and Subjectivity in the Artist’s Book, Londres, 2012, com o livro: A Look Against Narcissus.
2012 - 3ª Feira do Livro de Fotografia,
Fábrica do Braço de Prata, Lisboa.
18/02/2019
14/02/2019
11/02/2019
Paisajens Enlazadas, 2019
Ilídio Salteiro: Paisajes enlazados
Antonio García López (Comisario de la muestra)
"Los hombres construimos demasiados muros
y no suficientes puentes"
Sir Isaac Newton
Introducción
Entender la serie Paisajes enlazados
de Ilidio Salteiro desde la literalidad de un género como el paisaje, sería
quedarse en la superficie de un pensamiento mucho más profundo. Solo es posible entender la obra de Salteiro
como una manifestación autorreferial hacia la propia pintura en cuanto
disciplina, y espacio para la expresión. Los paisajes primigenios y
"magmáticos" presentes en las últimas obras de Salteiro, lejos de ser
inocentes, señalan el sentido último de la pintura entendida como elección personal, y como acto de resistencia. En un
contexto como el actual, donde la industria cultural parece haber abdicado ante
la moda del entretenimiento, donde todo es virtual, devolver la mirada a los materiales
básicos de la pintura: óleo, acrílico, acuarela, es devolver el protagonismo a
la naturaleza de la que nacimos, es hablar del barro, el agua, o el musgo, es
un acto utópico pero necesario para poner en valor la fortaleza del pensamiento
creativo como motor de cambio. Es así como Salteiro, asume que tanto la pintura
como el pensamiento creativo, forman parte de un mismo espacio que hoy parece
en peligro. Pero también es consciente de que esa creatividad, es la que nos ha
permitido enlazar lo micro con lo macro, el pasado con el presente, investigar
sobre la vida, y en definitiva adaptarnos a un medio siempre turbio, siempre
cambiante.
(LER MAIS)
08/02/2019
Antonio García López, curador de Paisajes Enlazados
29/01/2019
02/12/2018
15/10/2018
1º Congreso Internacional ARTE, NATURALEZA Y PAISAJE EN EL MEDITERRÂNEO
Em Ojós, uma pequena cidade na região norte de Murcia, em
Espanha, realizou-se nos dias 11, 12 e 13 de outubro de 2018 o I Congresso
Internacional Arte, Naturaleza y Paisaje en el Mediterrâneo (https://www.artenaturalezapaisaje.com/).
No seio de uma paisagem surpreendentemente expressiva,
simultaneamente agreste e fértil, permanente mente desenhada por sombras de
montanhas projetadas sobre vales, sinalizou-se o Mediterrâneo como espaço de
limites e fronteiras (Nélida
Mendoza, Colgando
Paisajes), falou-se dos elementos naturais em confronto com
conceitos artificias de paisagem fabricada (José María Egea Fernández, Paisaje agrario e identidad territorial), referiram-se
soluções de educação no formal no âmbito da relação professor – artista (Lucia Loren, Arte, paisaje y educación
desde un prisma eco-social), sublinhou-se a importância dos
pequenos núcleos museológicos (Carmen Berrocal Caparrós, Street Art y Patrimonio. Campaña de divulgación del patrimonio
paleontológico de Cueva Victoria a través del arte callejero en el paisaje
urbano de la Diputación de El Beal), salientou-se o valor
humanista da ação artística no contexto da cultura ocidental e do pensamento e
arte contemporâneos apresentando-se soluções em curso para a sustentabilidade
dos patrimónios naturais e paisagísticos (Giacomo Bianchi, Il progetto di Arte Sella ed il suo impatto sul territorio" ou João Castro Silva, La Luzlinar y el Jardín de las
Piedras. Un proyecto de actuación artística a cielo abierto).
Dias intensos de diálogos e apresentação de muitas ideias e
projetos que visam consolidar, em torno do Mediterrâneo, os valores
civilizacionais que hoje perigam.
As questões da ecologia e da sustentabilidade, do património
cultural passado e da educação, e a produção artística contemporânea como a
produção do património cultural futuro, estiveram presentes em todas as
comunicações.
De facto, a importância da preservação da memória para a
construção de futuros humanistas terá sido a mais-valia retirada deste encontro
de pessoas em momento de partilha das matérias das suas investigações.
Será bom que este 1º congresso seja impulsionado para a
realização de muitos mais, com a periodicidade que a logística dos meios
possibilitar, porque o Mediterrâneo é o berço civilizacional onde residem as raízes
da nossa cultura. No início do século XXI surgiram alguns movimentos que vêm
esta água e estas margens como um todos rico na diversidade com urgência em ser
pacificado. Salientamos Love Difference,
uma iniciativa de Miguel Angelo Pistoleto (http://www.lovedifference.org/)
e a Fundación Tres Culturas (http://tresculturas.org/)
Ojós é, na realidade, um oásis, juntamente com Archena, Ulea,
Blanca e Ricote. Mas metaforicamente também o é, neste tempo de conflitos
ambientais e politicos de toda espécie. Oásis onde o pensamento sobre Natureza,
Paisagem e Mediterrâneo são o fator aglutinador de concórdias entre diferentes
pontos de vistas. É este o valor maior da Arte.
Na Natureza os territórios, as fronteiras e os limites são elementos
de discórdias. Mas as paisagens são a perceção global do todo, o entendimento
do outro, porque aquilo que espirito abarca nunca possui fronteiras geográficas
nem limites.
Aguardamos os próximos congressos.
Ilídio Salteiro, 2018.
23/05/2018
Subscribe to:
Posts (Atom)
Depois da ARCO Lisboa 2026 e Edgar Morin
Como o Mundo pode ser dividido de muitas formas, uma delas é a seguinte: por um lado, temos a cultura, por outro temos a ignorância. Seres c...
-
arte pela arte - 2025 Quando na conferência que foi dada na Biblioteca Municipal Álvaro de Campos em Tavira foi-me perguntado algo que tin...
-
Como o Mundo pode ser dividido de muitas formas, uma delas é a seguinte: por um lado, temos a cultura, por outro temos a ignorância. Seres c...












