11/02/2019

Paisajens Enlazadas, 2019

 Paisajes Enlazadas, obras de Ilídio Salteiro com curadoria de Antonio García López


Ilídio Salteiro: Paisajes enlazados

Antonio García López (Comisario de la muestra)


"Los hombres construimos demasiados muros
y no suficientes puentes"
Sir Isaac Newton

Introducción

Entender la serie Paisajes enlazados de Ilidio Salteiro desde la literalidad de un género como el paisaje, sería quedarse en la superficie de un pensamiento mucho más profundo.  Solo es posible entender la obra de Salteiro como una manifestación autorreferial hacia la propia pintura en cuanto disciplina, y espacio para la expresión. Los paisajes primigenios y "magmáticos" presentes en las últimas obras de Salteiro, lejos de ser inocentes, señalan el sentido último de la pintura entendida como elección personal, y como acto de resistencia. En un contexto como el actual, donde la industria cultural parece haber abdicado ante la moda del entretenimiento, donde todo es virtual, devolver la mirada a los materiales básicos de la pintura: óleo, acrílico, acuarela, es devolver el protagonismo a la naturaleza de la que nacimos, es hablar del barro, el agua, o el musgo, es un acto utópico pero necesario para poner en valor la fortaleza del pensamiento creativo como motor de cambio. Es así como Salteiro, asume que tanto la pintura como el pensamiento creativo, forman parte de un mismo espacio que hoy parece en peligro. Pero también es consciente de que esa creatividad, es la que nos ha permitido enlazar lo micro con lo macro, el pasado con el presente, investigar sobre la vida, y en definitiva adaptarnos a un medio siempre turbio, siempre cambiante.
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08/02/2019

Antonio García López, curador de Paisajes Enlazados

«Paisajes Enlazados», Pintura de Ilidio Salteiro, em exposição na FBAUL até 27 de fevereiro

02/12/2018

15/10/2018

1º Congreso Internacional ARTE, NATURALEZA Y PAISAJE EN EL MEDITERRÂNEO


Em Ojós, uma pequena cidade na região norte de Murcia, em Espanha, realizou-se nos dias 11, 12 e 13 de outubro de 2018 o I Congresso Internacional Arte, Naturaleza y Paisaje en el Mediterrâneo (https://www.artenaturalezapaisaje.com/).
No seio de uma paisagem surpreendentemente expressiva, simultaneamente agreste e fértil, permanente mente desenhada por sombras de montanhas projetadas sobre vales, sinalizou-se o Mediterrâneo como espaço de limites e fronteiras (Nélida Mendoza, Colgando Paisajes), falou-se dos elementos naturais em confronto com conceitos artificias de paisagem fabricada (José María Egea Fernández, Paisaje agrario e identidad territorial), referiram-se soluções de educação no formal no âmbito da relação professor – artista (Lucia Loren, Arte, paisaje y educación desde un prisma eco-social), sublinhou-se a importância dos pequenos núcleos museológicos (Carmen Berrocal Caparrós, Street Art y Patrimonio. Campaña de divulgación del patrimonio paleontológico de Cueva Victoria a través del arte callejero en el paisaje urbano de la Diputación de El Beal), salientou-se o valor humanista da ação artística no contexto da cultura ocidental e do pensamento e arte contemporâneos apresentando-se soluções em curso para a sustentabilidade dos patrimónios naturais e paisagísticos (Giacomo Bianchi, Il progetto di Arte Sella ed il suo impatto sul territorio" ou João Castro Silva, La Luzlinar y el Jardín de las Piedras. Un proyecto de actuación artística a cielo abierto).
Dias intensos de diálogos e apresentação de muitas ideias e projetos que visam consolidar, em torno do Mediterrâneo, os valores civilizacionais que hoje perigam.
As questões da ecologia e da sustentabilidade, do património cultural passado e da educação, e a produção artística contemporânea como a produção do património cultural futuro, estiveram presentes em todas as comunicações.
De facto, a importância da preservação da memória para a construção de futuros humanistas terá sido a mais-valia retirada deste encontro de pessoas em momento de partilha das matérias das suas investigações.
Será bom que este 1º congresso seja impulsionado para a realização de muitos mais, com a periodicidade que a logística dos meios possibilitar, porque o Mediterrâneo é o berço civilizacional onde residem as raízes da nossa cultura. No início do século XXI surgiram alguns movimentos que vêm esta água e estas margens como um todos rico na diversidade com urgência em ser pacificado. Salientamos Love Difference, uma iniciativa de Miguel Angelo Pistoleto (http://www.lovedifference.org/) e a Fundación Tres Culturas (http://tresculturas.org/)
Ojós é, na realidade, um oásis, juntamente com Archena, Ulea, Blanca e Ricote. Mas metaforicamente também o é, neste tempo de conflitos ambientais e politicos de toda espécie. Oásis onde o pensamento sobre Natureza, Paisagem e Mediterrâneo são o fator aglutinador de concórdias entre diferentes pontos de vistas. É este o valor maior da Arte.
Na Natureza os territórios, as fronteiras e os limites são elementos de discórdias. Mas as paisagens são a perceção global do todo, o entendimento do outro, porque aquilo que espirito abarca nunca possui fronteiras geográficas nem limites.
Aguardamos os próximos congressos.
Ilídio Salteiro, 2018.

Depois da ARCO Lisboa 2026 e Edgar Morin

Como o Mundo pode ser dividido de muitas formas, uma delas é a seguinte: por um lado, temos a cultura, por outro temos a ignorância. Seres c...