18/02/2019
14/02/2019
11/02/2019
Paisajens Enlazadas, 2019
Ilídio Salteiro: Paisajes enlazados
Antonio García López (Comisario de la muestra)
"Los hombres construimos demasiados muros
y no suficientes puentes"
Sir Isaac Newton
Introducción
Entender la serie Paisajes enlazados
de Ilidio Salteiro desde la literalidad de un género como el paisaje, sería
quedarse en la superficie de un pensamiento mucho más profundo. Solo es posible entender la obra de Salteiro
como una manifestación autorreferial hacia la propia pintura en cuanto
disciplina, y espacio para la expresión. Los paisajes primigenios y
"magmáticos" presentes en las últimas obras de Salteiro, lejos de ser
inocentes, señalan el sentido último de la pintura entendida como elección personal, y como acto de resistencia. En un
contexto como el actual, donde la industria cultural parece haber abdicado ante
la moda del entretenimiento, donde todo es virtual, devolver la mirada a los materiales
básicos de la pintura: óleo, acrílico, acuarela, es devolver el protagonismo a
la naturaleza de la que nacimos, es hablar del barro, el agua, o el musgo, es
un acto utópico pero necesario para poner en valor la fortaleza del pensamiento
creativo como motor de cambio. Es así como Salteiro, asume que tanto la pintura
como el pensamiento creativo, forman parte de un mismo espacio que hoy parece
en peligro. Pero también es consciente de que esa creatividad, es la que nos ha
permitido enlazar lo micro con lo macro, el pasado con el presente, investigar
sobre la vida, y en definitiva adaptarnos a un medio siempre turbio, siempre
cambiante.
(LER MAIS)
08/02/2019
Antonio García López, curador de Paisajes Enlazados
29/01/2019
02/12/2018
15/10/2018
1º Congreso Internacional ARTE, NATURALEZA Y PAISAJE EN EL MEDITERRÂNEO
Em Ojós, uma pequena cidade na região norte de Murcia, em
Espanha, realizou-se nos dias 11, 12 e 13 de outubro de 2018 o I Congresso
Internacional Arte, Naturaleza y Paisaje en el Mediterrâneo (https://www.artenaturalezapaisaje.com/).
No seio de uma paisagem surpreendentemente expressiva,
simultaneamente agreste e fértil, permanente mente desenhada por sombras de
montanhas projetadas sobre vales, sinalizou-se o Mediterrâneo como espaço de
limites e fronteiras (Nélida
Mendoza, Colgando
Paisajes), falou-se dos elementos naturais em confronto com
conceitos artificias de paisagem fabricada (José María Egea Fernández, Paisaje agrario e identidad territorial), referiram-se
soluções de educação no formal no âmbito da relação professor – artista (Lucia Loren, Arte, paisaje y educación
desde un prisma eco-social), sublinhou-se a importância dos
pequenos núcleos museológicos (Carmen Berrocal Caparrós, Street Art y Patrimonio. Campaña de divulgación del patrimonio
paleontológico de Cueva Victoria a través del arte callejero en el paisaje
urbano de la Diputación de El Beal), salientou-se o valor
humanista da ação artística no contexto da cultura ocidental e do pensamento e
arte contemporâneos apresentando-se soluções em curso para a sustentabilidade
dos patrimónios naturais e paisagísticos (Giacomo Bianchi, Il progetto di Arte Sella ed il suo impatto sul territorio" ou João Castro Silva, La Luzlinar y el Jardín de las
Piedras. Un proyecto de actuación artística a cielo abierto).
Dias intensos de diálogos e apresentação de muitas ideias e
projetos que visam consolidar, em torno do Mediterrâneo, os valores
civilizacionais que hoje perigam.
As questões da ecologia e da sustentabilidade, do património
cultural passado e da educação, e a produção artística contemporânea como a
produção do património cultural futuro, estiveram presentes em todas as
comunicações.
De facto, a importância da preservação da memória para a
construção de futuros humanistas terá sido a mais-valia retirada deste encontro
de pessoas em momento de partilha das matérias das suas investigações.
Será bom que este 1º congresso seja impulsionado para a
realização de muitos mais, com a periodicidade que a logística dos meios
possibilitar, porque o Mediterrâneo é o berço civilizacional onde residem as raízes
da nossa cultura. No início do século XXI surgiram alguns movimentos que vêm
esta água e estas margens como um todos rico na diversidade com urgência em ser
pacificado. Salientamos Love Difference,
uma iniciativa de Miguel Angelo Pistoleto (http://www.lovedifference.org/)
e a Fundación Tres Culturas (http://tresculturas.org/)
Ojós é, na realidade, um oásis, juntamente com Archena, Ulea,
Blanca e Ricote. Mas metaforicamente também o é, neste tempo de conflitos
ambientais e politicos de toda espécie. Oásis onde o pensamento sobre Natureza,
Paisagem e Mediterrâneo são o fator aglutinador de concórdias entre diferentes
pontos de vistas. É este o valor maior da Arte.
Na Natureza os territórios, as fronteiras e os limites são elementos
de discórdias. Mas as paisagens são a perceção global do todo, o entendimento
do outro, porque aquilo que espirito abarca nunca possui fronteiras geográficas
nem limites.
Aguardamos os próximos congressos.
Ilídio Salteiro, 2018.
23/05/2018
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