Museu Militar de Lisboa, 17 maio - 30 setembro
01/05/2013
22/03/2013
João Castro Silva - Escultura é matéria....
Ausência
Escultura é matéria, real,
tridimensional, espacial, visível, palpável, inexcedível, existencial.
Escultura é conceito e objecto, entendimento e concretude. É da relação entre
esses dois factores que a obra surge, talvez possamos falar de pensamento
escultórico, como vocacionado para a concretização, real, de ideias. Escultura
é o que nasce da relação entre o Homem e a Matéria. A matéria é o que fica,
para lá dos conceitos e dos mecanismos de criação que estão por detrás da realização
de uma obra de escultura.
Uma das coisas que me levou a
escolher esta área foi sem dúvida a atracção pela matéria, pela tecnologia,
pela mecânica, pela ferramenta. Uma essência quase que encantatórias, de dar
sentido material às coisas que o são, por ainda não poderem ser nomeadas,
torná-las palpáveis, quentes.
Desenvolvi variados tipos de
trabalhos, iniciando o meu percurso pelas explorações formais, tentando sempre
“domar” as matérias que utilizava levando-as aos seus limites, tentando
ultrapassar a visibilidade do peso, enganar a física criando a ilusão de
leveza, tentando encontrar o equilíbrio precário que está entre a verticalidade
e a queda, a noção de movimento.
A escolha que faço da matéria
a trabalhar prende-se com a exaltação dos valores intrínsecos que o material
encerra, mas acima dessa matéria está a minha vontade e a forma que para ela
pensei. O respeito que tenho pelos materiais que trabalho nunca me deixou
extasiado pelo seu lado decorativo. Qualquer tipo de madeira, por muito bonita
que seja, nunca será mais interessante que a forma que dela tirei.
João Castro Silva
21/03/2013
Lea Managil
Transcrições I, 2011
Vídeo/Performance
Duração
00.01.28
HD
1920x1080p
Transcrições
I surge na sequência de uma recolha sonora. Consiste num núcleo de
gravações sonoras de pedintes a proferirem repetitivamente as suas súplicas.
Dessas
mesmas gravações foi feita uma transcrição/interpretação da linguagem falada
para uma musical, ritmada, tendo em conta a prosódia da língua portuguesa.
A peça foi posteriormente interpretada
Lea Managil nasceu em
1991, em Lisboa. Estuda na
Faculdade Belas Artes de Lisboa e na Escola de Música do Conservatório
Nacional. O seu
trabalho explora a relação híbrida da música com diferentes linguagens,
passando também pela instalação, a experimentação sonora e a pintura.
Outubro
de 2011 - G.A.B-A Galerias Abertas das Belas Artes, Lisboa
Março de
2012 - 96 Horas, Exposição colectiva, Lisboa
- G.A.B-A,
Galerias Abertas das Belas Artes, Lisboa
Outubro
de 2012 - AAA, Abertura dos Ateliers Abertos, Associação Castelo D’If,
Faculdade de Belas-Artes de Lisboa
Novembro
de 2012 - Venus <3 Adonis, de André Godinho e Paula Garcia, Centro
Cultural de Belém, Lisboa
Novembro
de 2012 - Pré-Reforma, Faculdade Belas Artes de Lisboa
20/03/2013
Gina Martins
Gina
Martins
O seu trabalho
incide sobre a prática do Desenho, Pintura e Gravura. No desenho a artista
procura explorar a utilização da linha enquanto elemento estrutural de toda a
composição. A linha é trabalhada como se de uma ponta-seca ou água-forte se
tratasse, transportando o espectador para o vasto universo da gravura. A
ligação do desenho e da gravura é transversal a todo o trabalho da artista, que
procura estabelecer paralelos entre ambas as práticas artísticas. Na gravura,
encontramos composições centradas na questão do mundo natural, nas formas e
motivos naturalistas, caracterizadas por fortes contrastes, jogos entre cheios
e vazios, que resultam em múltiplas orientações quer estéticas como
iconográficas.
Nasceu em Coimbra em 1984.
Actualmente
encontra-se a trabalhar em atelier próprio na zona de São Bento - Lisboa.
Paralelamente lecciona as aulas de Artes Plásticas no Liceu Francês e na Escola de Belas Artes Pedro Serrenho em
Lisboa, no Atelier de Pintura de Corroios
e no seu atelier - Atelier de São Bento -
artes visuais e gráficas. Mestrado e Licenciatura em Pintura, com
especialização nas áreas da gravura e cerâmica, pela Faculdade de Belas Artes
da Universidade de Lisboa. Expõe regularmente Pintura, Desenho e Gravura, tendo
já obtido, alguns prémios e menções honrosas.
19/03/2013
Frederico Mesquita
Frederico
Mesquita nasceu em 1991, em Lisboa. Atualmente frequenta o quarto ano do
curso de Pintura pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa. O seu trabalho no âmbito das artes
plásticas aborda as questões da autoria num jogo de verdadeiro e falso. Usa
muitas vezes identidades alheias, reais ou fictícias, fazendo-se passar por
elas.
As suas peças são sobretudo
auto-referenciais, numa tarefa de constante auto-análise que procura a
justificação para o seu próprio trabalho.
Sobre
a peça a apresentar no ISEG a partir de 22 de março:
A peça em exposição simula, a
propósito do título “Encontros, próximos” uma carta que a curadora Anabela Mota
enviara a Frederico Mesquita, a propósito do convite que lhe fizera para
participar na exposição. A carta, na qual a curadora pede ao autor que faça
justiça ao título da exposição, acaba ela-própria por ser a forma de aceder ao
pedido.
Título: Encontros,
próximos: Carta da
Curadora
18/03/2013
Joana Rainha

Joana Rainha, “Que as coisas sejam realmente o que parecem ser”,
2013
Eu
nasci da minha mãe. E pouco mais há que saber.
O meu
trabalho é maioritariamente auto-refectivo e por vezes assume a posição de experiência.
Pretende
provar a sua razão. Nos últimos meses tenho vindo a desenvolver pequenos
projetos
cuja referência comum é o dinheiro, como objecto e como culto, como impulsor de
mercadoria.
A
pintura, nalguns casos, surge como base e não como objecto-pintura.
17/03/2013
Inês Mesquita
Passagem
série de 6 gravuras
água-tinta sobre papel, várias dimensões
passagem
o caminho é sempre igual.
e a cada instante de dissipa.
na paisagem, o luminoso apelo. sereno.
torna próximo o meu
olhar.
Inês Mesquita
Coimbra, 1980. Licenciada em Piano pela Escola Superior de Música de Lisboa,
aperfeiçoou os seus conhecimentos com o pianista Lazar Berman na Accademia
Europea di Música em Milão, como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian.
Durante esse período obteve diversos prémios, de entre os quais se destaca o
primeiro lugar na 17.ª edição do Prémio Jovens Músicos, que a levou a
apresentar-se como solista com a Orquestra Gulbenkian. Ao longo do seu percurso
artístico actuou em diversos palcos nacionais e internacionais, e efectuou
digressões que a levaram a Nova Iorque, Washington, Madrid, Índia, Itália, Indonésia,
Bélgica e Áustria. Frequenta o último ano da Licenciatura em Desenho na Faculdade
de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
Em 2012 participou na exposição colectiva 12x12 na Galeria
Travessa em Lisboa.
16/03/2013
Filipa Camacho
Fotografia
Na
minha terra a gente tem medo do escuro e do que os outros pensam.
Do
quanto os outro vão crescendo e atenuam na terra Do quanto alguns ficam, em preto, quase pó
De mascara preta.
Transformam-se
numa linha,
A
linha que percorrem no seu dia-a-dia. A linha que tanto são fiéis que não desencontram, que não excluem.
Uns existem, outros apenas passam.
Outros estão sem vontade de ser.
Preto.
É
o limitado e o pequeno espaço desse mesmo sítio, em paralelo com a sua
intemporalidade e marcas que deixa num local. O preto do luto, o preto do tempo nulo e não recuperado, do tempo morto à escuridão.
15/03/2013
Filipa Flores
Phase Transition, gravura
Is that a
phase transition
I am
experiencing ?Photons entering my mind
While watching this candle burning
I wish I could fly high
O'er that heavy dimension
In a non-controlled conscious trip
Feeling the waves
Free from particles
Osvflyd Green
Filipa Flores
Lisboa, 1963. Frequenta a licenciatura
de Pintura da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (2013). Curso
Oficinas Livres de Interpretação Teatral na Companhia de Teatro Os Satyrus,
Curitiba, Brasil, seguido da Certificação Profissional na Categoria de Atriz
(2000-03). Curso de Decoração e Restauro de Mobiliário da Fundação Ricardo
Espírito Santo e Silva de Lisboa (1983-86). Trabalhou como Restauradora de
Lacas Chinesas no Atelier Estoril Restauro (1984-87). Exposições Colectivas:
12X12, Galeria Travessa (2012). G.A.B.A. na FBAUL (Abril e Outubro 2012).
ARTELAB Next Vision-Tapeçaria Contemporânea no Museu de Lanifícios da
Universidade da Beira Interior (2012). ArteLab Futuro- Tapeçaria Contemporânea
no Museu da Tapeçaria de Portalegre Guy Fino (2011).
14/03/2013
Mariana Selva
Instalação
“esquecido:
o corpo e a razão do corpo, o seu mover e o seu esperar. abandonado ou adiado,
despido de tempo e de memória num secreto repouso de água na pedra. quase
silencioso, quase subterrâneo. corpo suspenso, corpo preso por cordas cortadas.
fundeado em dias sem horas. à espera duma razão, fugindo duma razão. corpo
construído. sucessivo corpo. barco, veleiro, navio. corpo ilha. corpo corrente.
atravessado, trespassado, guardado.
oh!
caligrafia dos amantes, sílaba longa dos loucos. túmulo e altar. pira de
sacrifícios e de graças, lugar do tudo e do nada, do cheio e do vazio.”
O corpo, exercícios de esquecimento (
poesia de gil t. sousa )
Chamo-me Mariana Selva, nasci a 7/3/79 e sou natural de São Paio de Oleiros.
Vivi em 1 ano em Lamego como militar, 2 anos no Porto, 6 anos em Braga
onde completei a Licenciatura em Psicologia Clínica (2005)e passei 1 ano
inteiro a viajar pelo mundo, em especial pela Europa, vivi 2 meses em Londres e
3 meses na Irlanda.
Licenciatura
de Artes Plásticas, Pintura e Intermédia, Instituto Politécnico de Tomar
(2007-2010). Estágio em Marselha, ESBAM, de 5 meses (Fevereiro a Junho 2011).
Actualmente resido em Lisboa, e concluí o primeiro ano do Mestrado de Pintura,
na FBAUL.
13/03/2013
Encontros, proximos
«Encontros,
próximos» é o título de mais uma exposição que vai inaugurar no dia 22 de março
nas instalações do Instituto de Economia e Gestão no âmbito da parceria entre a
FBAUL e o ISEG.
Oito artistas,
jovens na idade e na exposição pública, mas com uma já longa experiência de pensamento
e produção artística, expõem as suas mais recentes obras, coordenados por Anabela
Mota: Joana Rainha,
Mariana Sela, Filipa Flores, Inês Mesquita, Frederico Mesquita, Filipa Camacho,
Lea Managil e Gina Martins.
Subscribe to:
Posts (Atom)
A Pintura na relação Artes, Ciências & Humanidades
A Pintura na relação Artes, Ciências & Humanidades Ilídio Salteiro, 2011. Resumo: As artes não servem apenas para iluminar as ciên...







